O homem acusado de matar a ex-companheira a pauladas em Boituva (SP) foi condenado a 34 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Ronaldo Roberto da Silva passou por júri popular no Fórum da cidade na manhã desta terça-feira (23) pelo assassinato de Kelli Vanessa Spizzica, ocorrido em fevereiro de 2024. Ronaldo confessou o crime durante o julgamento e não apresentou testemunhas de defesa. Ele já estava preso preventivamente desde a época do crime na penitenciária de Itatinga (SP), onde seguirá cumprindo a pena.
Detalhes do crime e da condenação
Kelli Vanessa Spizzica tinha 28 anos quando foi morta. O réu foi condenado por homicídio qualificado, com as qualificadoras de feminicídio (crime cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino), motivo torpe e meio cruel. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu na casa da vítima. Kelli estava divorciada de Ronaldo, mas tentava uma reconciliação com o ex-marido. Ela foi encontrada por familiares ainda viva, mas com ferimentos graves na cabeça e sem os dentes. Ela não resistiu aos ferimentos.
Prisão e reação da comunidade
Ronaldo fugiu logo após o ataque, mas foi preso pela polícia escondido nos fundos de uma casa no bairro Novo Mundo. Na delegacia, ele já havia confessado o assassinato. O assassinato causou grande comoção em Boituva. Dias após o crime, um grupo de moradoras organizou um protesto na Praça da Matriz para pedir o fim da violência contra a mulher e homenagear a vítima.



