Crise no núcleo bolsonarista: Michelle acusa Flávio de maus-tratos
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro romperam politicamente após uma série de desentendimentos no diretório do PL no Ceará. Em declarações recentes, Michelle afirmou que Flávio a 'maltratou' e a 'desrespeitou' ao se posicionar contra o apoio a Ciro Gomes, ex-governador do estado. O episódio expõe as fissuras internas da família Bolsonaro e as disputas pelo controle político em uma região estratégica para as eleições de 2026.
O que motivou o conflito?
A discórdia começou quando Flávio Bolsonaro, como presidente do PL no Ceará, sinalizou apoio a uma aliança com Ciro Gomes, do PDT, para a disputa ao Senado. Michelle, por sua vez, defende a candidatura de Priscila Costa, esposa do deputado federal André Fernandes, para a mesma vaga. Segundo fontes próximas, Michelle considera a aliança com Ciro uma traição aos princípios do bolsonarismo, já que Ciro é um crítico ferrenho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reações e declarações
Em entrevista a um veículo local, Michelle desabafou: 'Fui maltratada e desrespeitada por alguém que deveria apoiar as mulheres do partido. Não aceito imposições que vão contra o que acreditamos.' Flávio, por outro lado, minimizou o atrito e afirmou que as decisões são tomadas com base no melhor para o partido. 'Não há rompimento, apenas divergências pontuais. O PL no Ceará está unido', declarou o senador.
Impacto no PL do Ceará
A crise ameaça a coesão do partido no estado, que já enfrenta desafios para consolidar candidaturas próprias. O Ceará é considerado um reduto do PT e do PDT, e o PL busca ampliar sua base. Com a briga interna, aliados temem que o partido perca força nas negociações e nas urnas. Analistas políticos apontam que o episódio pode enfraquecer a imagem de unidade da família Bolsonaro, usada como trunfo eleitoral.
Próximos passos
Enquanto Michelle articula nos bastidores para fortalecer o nome de Priscila Costa, Flávio mantém o diálogo com o PDT. A convenção estadual do PL, prevista para julho, será o palco da definição oficial das alianças. Até lá, a expectativa é de que as tensões continuem, com ambos os lados buscando apoio de lideranças nacionais, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que até o momento não se manifestou publicamente sobre o caso.



