Uma pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira revela que a maioria dos eleitores independentes apoia uma eventual troca de candidato no bolsonarismo para as próximas eleições presidenciais. O levantamento aponta ainda que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, é a favorita para assumir a vaga caso haja mudança.
Preferência entre independentes
De acordo com o estudo, 54% dos eleitores independentes consideram positiva a substituição do atual nome do campo bolsonarista. Entre os motivos citados, destacam-se a busca por renovação e a necessidade de ampliar o diálogo com setores moderados. Apenas 28% se opõem à troca, enquanto 18% não souberam opinar.
Michelle Bolsonaro lidera preferências
Quando questionados sobre quem deveria ser o novo candidato, Michelle Bolsonaro aparece com 41% das menções entre os independentes. Outros nomes cotados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro, obtiveram 22% e 15%, respectivamente. A pesquisa também registrou 12% de indecisos e 10% que preferem outro nome não listado.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada por um veículo de comunicação e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Contexto político
A pesquisa ocorre em meio a especulações sobre a viabilidade da candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta inelegibilidade até 2030. Aliados avaliam que a escolha de um nome feminino pode atrair eleitoras e reduzir a rejeição ao grupo político. Michelle Bolsonaro, que nunca concorreu a cargo eletivo, tem participado de eventos partidários e aumentado sua exposição pública.
Analistas políticos destacam que o apoio dos independentes é crucial para qualquer candidatura competitiva. No cenário atual, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto, mas a entrada de Michelle poderia alterar o equilíbrio da disputa.
A Quaest também mediu a rejeição aos possíveis candidatos. Michelle tem 31% de rejeição entre os independentes, índice inferior aos 48% de Jair Bolsonaro e aos 39% de Tarcísio de Freitas. Os dados sugerem que ela pode ser uma aposta mais viável para ampliar o eleitorado.
Reações
Lideranças do bolsonarismo evitaram comentar a pesquisa diretamente, mas nos bastidores avaliam os números com cautela. A ex-primeira-dama não se pronunciou oficialmente. Já a oposição criticou a pesquisa, afirmando que se trata de uma tentativa de maquiar a falta de renovação no grupo.
O PT, por meio de nota, disse que a pesquisa mostra o desespero da direita em buscar um nome que não represente o legado de Bolsonaro. "Michelle Bolsonaro é o mesmo bolsonarismo sem Bolsonaro. As propostas e o projeto de poder continuam os mesmos", afirmou o partido.



