A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, manifestou desconforto com a decisão do Conselho de Administração da Vale, que rejeitou a destituição de Daniel Stieler como presidente do colegiado. Em resposta, a fundação convocou uma reunião com acionistas para discutir a destituição de Stieler e propôs José Mauricio Pereira Coelho como seu substituto, além de apoiar Manuel Lino para a presidência da Vale.
Reação da Previ e proposta de nova liderança
Em comunicado oficial, a Previ afirmou que a decisão do Conselho da Vale foi tomada sem a devida transparência e que a manutenção de Stieler no cargo compromete a governança da empresa. A fundação, que é uma das maiores acionistas da mineradora, solicitou uma assembleia geral extraordinária para o dia 22 de julho, na qual pretende votar pela destituição de Stieler e pela eleição de Coelho e Lino.
Segundo a Previ, a proposta visa fortalecer a independência do Conselho e alinhar a gestão da Vale aos interesses de longo prazo dos acionistas. "Acreditamos que a renovação da liderança é essencial para garantir a sustentabilidade e a transparência das decisões", afirmou a fundação em nota.
Resistência do Conselho e próximos passos
O Conselho atual da Vale, no entanto, resiste à mudança. Em resposta, afirmou que a decisão de manter Stieler foi baseada em critérios técnicos e que a proposta da Previ não tem respaldo entre a maioria dos acionistas. A assembleia de 22 de julho será decisiva para o futuro da governança da empresa.
Analistas apontam que o embate entre a Previ e o Conselho da Vale pode gerar instabilidade no curto prazo, mas também abre espaço para uma discussão mais ampla sobre o papel dos fundos de pensão na governança corporativa. A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, tem enfrentado desafios regulatórios e de reputação nos últimos anos.



