Petistas próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartam qualquer possibilidade de reconciliação entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo fontes do Partido dos Trabalhadores, as mágoas acumuladas entre os dois políticos são profundas e tornam inviável um acordo político.
Divergências históricas
As relações entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro nunca foram cordiais, mas se deterioraram ainda mais durante o governo Jair Bolsonaro. Ciro, que foi ministro da Casa Civil entre 2021 e 2022, frequentemente se opunha a articulações de Flávio, que atuava como interlocutor do governo no Congresso. "Eles têm visões diferentes sobre alianças e estratégias políticas", afirmou um petista que acompanha as negociações.
Mágoas irreversíveis
De acordo com integrantes do PT, as mágoas são recíprocas. Ciro Nogueira teria se sentido desprestigiado por Flávio Bolsonaro em diversas ocasiões, enquanto o deputado federal considera que Ciro não foi leal ao governo Bolsonaro. "Há um acúmulo de ressentimentos que não será superado facilmente", disse um dirigente petista sob condição de anonimato. A avaliação é que qualquer tentativa de aproximação seria rejeitada por ambas as partes.
Impacto no cenário político
A impossibilidade de reconciliação entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro pode ter implicações nas eleições de 2026. O PT vê com bons olhos a manutenção do distanciamento, pois isso enfraquece a base bolsonarista no Nordeste. Ciro Nogueira, como presidente nacional do PP, tem influência em estados como Piauí e Maranhão, e sua aliança com o PT poderia ser benéfica para Lula. "Se houver uma reaproximação entre Ciro e Flávio, isso complicaria nossos planos", reconheceu um petista. No entanto, a expectativa é que as mágoas impeçam qualquer movimento nesse sentido.



