Ucrânia ataca refinaria em Moscou e fecha aeroportos
Ucrânia ataca refinaria em Moscou; fumaça fecha aeroportos

A Rússia afirmou nesta sexta-feira (19) que os ataques aéreos contra a Ucrânia irão continuar e que acredita que Kiev não está interessada em negociar. A declaração ocorre em meio a uma troca intensa de ataques entre os dois países.

Ataque massivo com drones

Um ataque massivo de drones ucranianos nesta quinta-feira (18) atingiu uma importante refinaria de petróleo em Moscou, pela segunda vez nesta semana. A ofensiva tingiu parte do céu da capital russa com uma fumaça preta e chegou a fechar o principal aeroporto da cidade. Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo destruiu 555 drones pelo país. Na região de Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin relatou ter abatido 180 drones. Além da refinaria, um edifício residencial, uma instalação industrial e algumas casas foram danificadas no ataque, informou o governo. Os impactos se estenderam para o tráfego aéreo da capital, com o principal aeroporto tendo suas operações temporariamente suspensas e pessoas evacuadas.

Refinaria já havia sido alvo

Na terça-feira (16), a refinaria já havia sido alvo de um ataque que causou danos generalizados nas instalações de energia russas. A Rússia, terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um grande exportador de combustível, deve importar combustível neste mês para conter os impactos da crise de escassez de gasolina, de acordo com fontes do setor.

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Mísseis em Kiev

Em paralelo, a capital da Ucrânia foi alvo de mísseis balísticos russos, relataram as autoridades municipais de Kiev. Alertas de ataque aéreo foram emitidos para a maior parte do território da Ucrânia. Autoridades na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia, disseram que uma pessoa foi morta em um ataque de drone. No início desta semana, um grande ataque contra a cidade matou 10 pessoas, provocou um grave incêndio e destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes do país, localizado na capital. A Rússia negou ter atingido o mosteiro.

Zelensky articula no G7

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou-se com líderes europeus na terça-feira (16) na cúpula do G7 na França. Segundo ele, no encontro foi discutida a aplicação de novas sanções contra a Rússia, e os líderes demonstraram apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia. Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.

"Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia", contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: "A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão".

Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra. Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou: "As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (...) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada".

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Na madrugada desta quinta-feira, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país vai financiar um quarto do pacote de armas dos EUA com 200 milhões de euros. Com informações da Reuters.