O Festival Mimo, conhecido por sua origem em Olinda, Pernambuco, está dando sinais claros de crescimento em Portugal. A fundadora do evento, Lú Araújo, emocionou-se ao ver a marca do festival projetada no castelo de Guimarães, um dos símbolos históricos do país. Em entrevista, ela afirmou que chorou ao presenciar o momento, que representa a resiliência do Mimo diante de desafios como a inflação, os alertas de incêndios e a concorrência com a Copa do Mundo.
Expansão e apoio financeiro em Guimarães
Após uma passagem por Amarante, o festival encontrou em Guimarães um novo lar. A cidade ofereceu suporte financeiro significativo, incluindo € 250 mil em cachês para os artistas. Esse investimento reflete a confiança do município no potencial do Mimo para atrair turistas e movimentar a economia local. A expectativa é que o evento receba cerca de 80 mil pessoas, número que consolida o festival como um dos maiores do gênero em Portugal.
Superação de obstáculos e impacto econômico
Lú Araújo destacou que o Mimo conseguiu superar um período de inflação elevada e os riscos de incêndios florestais que ameaçaram a realização de edições anteriores. Além disso, a competição com a Copa do Mundo, que desvia a atenção do público, não impediu o crescimento. “O festival pode sobreviver e crescer”, afirmou a fundadora, visivelmente emocionada. O impacto econômico é sentido não apenas nos cachês, mas também no turismo, na rede hoteleira e no comércio local de Guimarães.
Projeção internacional e futuro
O logotipo do Mimo projetado no castelo de Guimarães, em frente ao palco principal, simboliza a internacionalização da marca. O festival, que nasceu em Olinda, agora se firma como um evento transatlântico, levando a cultura brasileira para o coração de Portugal. A organização já planeja edições futuras, com a meta de ampliar a programação e fortalecer ainda mais os laços entre os dois países.



