Três meses após o início do conflito, o controle do Estreito de Ormuz pelo Irã tornou-se sua arma mais poderosa e uma fonte de enorme influência nas negociações sobre o programa nuclear do país. Ex-autoridades americanas revelaram que o presidente Donald Trump ignorou alertas e subestimou a capacidade iraniana de bloquear a passagem estratégica.
Alertas ignorados
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o governo Trump recebeu múltiplos avisos de inteligência e de comandantes militares sobre a possibilidade de o Irã fechar o estreito em caso de escalada. No entanto, o presidente e sua equipe menosprezaram a ameaça, acreditando que os EUA teriam capacidade de responder rapidamente e reverter qualquer bloqueio.
Simulações militares
Simulações realizadas pelo Pentágono já previam que o Irã poderia usar minas navais, mísseis antinavio e barcos rápidos para interditar a passagem de petroleiros. Apesar disso, Trump e seus assessores consideraram improvável que Teerã levasse adiante tal ação, vista como uma provocação extrema.
Consequências estratégicas
O bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz pegou a administração americana despreparada. O controle iraniano sobre a via marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial deu ao país uma alavanca significativa nas negociações nucleares. Ex-autoridades classificam o episódio como um erro de cálculo estratégico que fortaleceu a posição iraniana.
O fundo bilionário prometido por Trump para indenizar aliados afetados pelo conflito tornou-se motivo de divergência entre republicanos, com alguns questionando a eficácia da abordagem adotada.



