Trump admite discussão raivosa com Netanyahu sobre ataques ao Líbano
Trump admite discussão raivosa com Netanyahu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quarta-feira (3) que teve uma conversa telefônica "raivosa" com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no fim de semana. Trump tentou pressionar Netanyahu a interromper os ataques israelenses contra o Líbano, que ocorrem apesar do cessar-fogo em vigor no Oriente Médio.

Discussão acalorada

Na terça-feira (2), o site Axios noticiou que Trump chamou Netanyahu de "louco" durante o telefonema e afirmou que o premiê israelense só não estava preso graças aos Estados Unidos. Netanyahu enfrenta um mandado de prisão internacional emitido pelo Tribunal de Haia. Questionado, Trump confirmou a discussão: "Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano", disse ao podcast "Pod Force One".

Netanyahu, em entrevista à CNBC, minimizou o atrito, mas não negou a tensão. Trump, por sua vez, declarou que se "dá muito bem" com o primeiro-ministro israelense.

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Contexto dos ataques

Trump referia-se aos bombardeios israelenses no Líbano, que violam o cessar-fogo mediado por Paquistão e Irã. Enquanto EUA e Israel afirmam que a trégua só cobre ataques ao Irã e países do Golfo, Paquistão e Irã insistem que o Líbano está incluído. Nas últimas semanas, Trump ordenou que Netanyahu cessasse os ataques, mas Israel não obedeceu, realizando diversos bombardeios no território libanês.

Impacto nas negociações

A ofensiva complica as conversas entre EUA e Irã para um acordo de paz. Teerã ameaça romper o cessar-fogo se os ataques continuarem. Nesta quarta, drones iranianos atingiram o principal aeroporto do Kuwait, e o Bahrein ativou sirenes de defesa aérea pela primeira vez desde o cessar-fogo de 16 de abril. Israel voltou a atacar o sul do Líbano, elevando a tensão na região.

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