Navios iranianos cruzam Estreito de Ormuz após EUA suspenderem bloqueio
Navios iranianos cruzam Estreito de Ormuz após suspensão de bloqueio

Cinco navios do Irã atravessaram o Estreito de Ormuz na segunda-feira (15), depois que os Estados Unidos suspenderam o bloqueio naval imposto contra Teerã após o memorando de entendimento de paz entre Irã e EUA, informou a agência iraniana Tasnim nesta terça-feira.

Segundo a Tasnim, três petroleiros e dois navios que transportavam bens essenciais cruzaram a importante rota marítima. A travessia das embarcações reforça as expectativas para a cerimônia oficial de assinatura do pacto que deve encerrar as hostilidades no Oriente Médio e pode ocorrer na sexta-feira (19), na Suíça.

Divergências e próximas etapas

A agência noticiosa Fars, no entanto, revelou, citando uma autoridade iraniana, que o texto-base do memorando de entendimento desta semana pode ser considerado a “parte fácil” do diálogo entre EUA e Irã. “A próxima fase das negociações envolve as discussões nucleares entre os dois lados. E o Irã não hesita em destacar quais serão os principais pontos de discussão quando chegarmos a essa etapa nos próximos 60 dias”, afirmou a autoridade, segundo publicou a Fars no Telegram.

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Explosões na região

Três explosões foram ouvidas ao sul da Ilha de Qeshm, em Ormuz, de acordo com a agência iraniana. Os relatos iniciais sugerem que as explosões teriam sido provocadas para “gerenciar o tráfego no estreito”.

Negociações nucleares

A Fars destaca que as conversas devem envolver, em primeiro lugar, o enriquecimento de urânio. “O urânio precisa ser enriquecido, ou seja, ter sua concentração aumentada, para ser útil para outros fins. Para uso comercial, a pureza do enriquecimento geralmente fica em torno de 3% a 5%, e, mesmo para fins de pesquisa médica, deve chegar a cerca de 20%”, acrescenta.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que novos ataques israelenses serão vistos como violação do pacto assinado com os EUA, expondo divergências enquanto ministros de Israel recusam recuar das fronteiras.

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