Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção ao território israelense neste domingo (7). A ação ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, com Israel rompendo uma trégua no Líbano e alvejando prédios em um subúrbio de Beirute, sob a justificativa de abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque.
Mísseis iranianos e sistema Domo de Ferro
Uma mensagem publicada por Israel no Telegram afirmou: "Uma nova saraivada de mísseis foi lançada contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel reiteram e enfatizam a proibição de publicar ou compartilhar imagens e localizações dos impactos". Até o momento, não há registros de que algum dos projéteis tenha atingido o solo. Imagens nas redes sociais mostram interceptações realizadas pelo sistema Domo de Ferro nos céus controlados por Israel. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que contra-atacará a retaliação do Irã.
Bases dos EUA se tornam alvos
O Irã também anunciou que as 19 bases militares que os Estados Unidos possuem no Oriente Médio voltaram a ser "alvos legítimos". Essas bases estão localizadas em países como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito. A ameaça foi estendida também a ativos israelenses na região. O anúncio foi feito por Mohammad Qalibaf, principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país. Em uma publicação em suas redes sociais, Qalibaf declarou: "Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder".
Desafio a Trump e desavenças entre aliados
O ataque de Israel ao Líbano também representou um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia garantido na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O presidente dos EUA confirmou ter chamado Netanyahu de "completamente louco" devido aos ataques de Israel no Líbano, criticando as incursões. Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio.
O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel alegam que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico estavam cobertos. Na semana passada, Trump afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, grupo terrorista libanês financiado pelo Irã e que realiza constantes ataques no norte de Israel.



