O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou nesta quarta-feira (3) ataques atribuídos aos Estados Unidos contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e uma torre de telecomunicações na ilha de Qeshm. A chancelaria iraniana afirmou que as ações violam o cessar-fogo em vigor e o direito internacional.
Em comunicado oficial, Teerã também responsabilizou diretamente Kuwait e Bahrein por supostamente terem permitido o uso de seus territórios para a realização da operação militar norte-americana. Segundo a chancelaria iraniana, os ataques ocorreram nas primeiras horas do dia e representam uma “violação flagrante” da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força nas relações internacionais.
Acusações de violação do cessar-fogo
O governo iraniano afirmou ainda que a ofensiva rompeu o entendimento de cessar-fogo firmado anteriormente entre as partes envolvidas. A nota oficial destaca que tais ações configuram uma escalada perigosa na região do Golfo Pérsico.
Responsabilidade de Kuwait e Bahrein
O ministério acusou Washington de utilizar de forma “colonial” instalações e territórios de países da região para conduzir ações militares contra o Irã. A chancelaria destacou a “responsabilidade direta e inequívoca” dos governos do Kuwait e do Bahrein pelos acontecimentos, afirmando que ambos permitiram o uso de seu solo para os ataques.
Teerã advertiu que qualquer país que permita o uso de seu território, espaço aéreo, águas territoriais ou bases militares para apoiar operações contra o Irã poderá ser considerado participante de um ato de agressão, nos termos da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU.
Direito de defesa e possíveis represálias
O governo iraniano reiterou que exercerá seu “direito inerente de defesa” para proteger sua soberania e integridade territorial. A nota afirma que o Irã utilizará “todos os meios disponíveis” para responder aos ataques. Segundo o comunicado, a resposta poderá incluir ações contra a “origem e a fonte” das operações militares.
Ameaças a países que cooperarem com os EUA
A chancelaria acrescentou que a responsabilidade por eventuais consequências da escalada recairá sobre os “agressores americano-sionistas” e sobre os países que, segundo o Irã, contribuírem para ações militares contra a República Islâmica ao disponibilizar território ou infraestrutura para esse fim. O tom do comunicado sugere que Teerã está disposto a retaliar não apenas contra os EUA, mas também contra nações que apoiarem operações militares em seu território.



