O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o país “naturalmente” passará a cobrar por serviços no Estreito de Ormuz, de acordo com a mídia estatal iraniana. Ele declarou que a rota marítima não voltará às condições anteriores à guerra.
Declarações de Ghalibaf
“Isso não significa agir contra as leis internacionais ou a navegação marítima”, disse Ghalibaf à TV estatal, reiterando que o Irã tem soberania sobre o trecho e que cobrará um pedágio dos navios que cruzarem o estreito.
Ghalibaf afirmou que defende negociações sob o que chamou de “diplomacia da força” e declarou desconfiar dos Estados Unidos, ao afirmar ter dito ao vice-presidente americano, JD Vance, que não tem “a mínima confiança” nele.
Coordenação com Omã
A agência Tasnim informou que Teerã coordenará medidas no Estreito de Ormuz com Omã, citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. Segundo ele, os dois países “trocarão opiniões com outros quando necessário” e o tráfego será normalizado dentro de um prazo a ser definido, conforme as condições do acordo firmado com os Estados Unidos.



