O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou neste domingo (21) que Israel não permanecerá no Líbano, acrescentando que o grupo responderá a qualquer violação por parte de Israel. As declarações foram feitas em meio a afirmações de autoridades israelenses de que suas tropas estão livres para agir sem restrições para eliminar ameaças no Líbano, apesar do cessar-fogo acordado que entrou em vigor na sexta-feira.
Contexto do cessar-fogo
O cessar-fogo, mediado por potências internacionais, foi estabelecido após semanas de intensos confrontos entre Israel e o Hezbollah. O acordo prevê a retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano e o desarmamento de grupos armados na região. No entanto, Israel afirmou que manterá o direito de atacar qualquer alvo que considere uma ameaça iminente.
Declarações de Qassem
Em discurso televisionado, Qassem afirmou: “Israel não conseguirá permanecer em nosso território. Responderemos a qualquer agressão ou violação do cessar-fogo.” Ele também criticou a postura israelense, classificando-a como “provocação” e “tentativa de minar a trégua”.
Reação de Israel
Autoridades israelenses, sob condição de anonimato, disseram à imprensa que as forças de defesa continuarão operando “com total liberdade” no Líbano enquanto necessário. “Não permitiremos que o Hezbollah se rearme ou se aproxime da fronteira”, afirmou um oficial militar.
Impacto humanitário
O conflito já causou dezenas de mortes e milhares de deslocados em ambos os lados da fronteira. Organizações humanitárias pedem que ambas as partes respeitem o cessar-fogo para permitir a entrega de ajuda e o retorno de civis às suas casas.



