O governo do Reino Unido está realizando uma operação diplomática para amenizar possíveis tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após anunciar restrições ao uso de redes sociais por adolescentes. A medida, que visa proteger menores de 16 anos, gerou críticas do bilionário Elon Musk e preocupações na Casa Branca.
Diálogo com plataformas e Casa Branca
Ministros britânicos estão em contato com empresas de tecnologia e representantes do governo americano para esclarecer que a legislação tem foco na proteção de crianças e adolescentes, e não em censura ou controle político. O primeiro-ministro Keir Starmer destacou que as preocupações sobre o impacto das redes sociais nos jovens são globais e que a medida segue exemplos de outros países.
Restrições mais rígidas que as australianas
As novas regras britânicas vão além das adotadas na Austrália, proibindo transmissões ao vivo por menores de 16 anos e o envio de mensagens não solicitadas por adultos a adolescentes. Para jovens de 16 e 17 anos, poderão ser impostas limitações ao uso noturno das plataformas.
Reações e críticas
Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), criticou a legislação, classificando-a como excessiva. A Casa Branca, por sua vez, sinalizou que pode retaliar comercialmente caso a medida seja vista como prejudicial a empresas americanas. O governo britânico, no entanto, afirma que a prioridade é a segurança infantil e que buscará um diálogo construtivo para evitar sanções.
Contexto global
A iniciativa do Reino Unido se insere em um movimento internacional de regulamentação das redes sociais para proteger menores. Países como França e Alemanha já adotaram restrições semelhantes, enquanto os EUA ainda debatem o tema no Congresso.



