A economia da América do Norte enfrenta um novo capítulo de incertezas. Estados Unidos, México e Canadá devem perder o prazo estabelecido para a renovação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), o que abre caminho para negociações prolongadas sobre tarifas e regras de comércio. O governo Trump busca obter novas concessões sem reabrir formalmente o tratado, enquanto as discussões bilaterais ocorrem em paralelo.
Contexto das negociações
O USMCA, que substituiu o NAFTA em 2020, previa uma revisão conjunta após seis anos de vigência. No entanto, as partes não conseguiram chegar a um consenso dentro do cronograma inicial. Fontes próximas às negociações indicam que os três países concordaram em estender as conversas, mas sem uma data definida para conclusão.
Posição dos Estados Unidos
A administração Trump pressiona por ajustes nas regras de origem automotiva e no acesso a mercados agrícolas. O objetivo é garantir maior benefício para a indústria americana, especialmente nos setores de aço, alumínio e componentes eletrônicos. No entanto, o governo evita uma reabertura formal do acordo, que exigiria aprovação do Congresso.
Reações do México e Canadá
O México defende a manutenção das cláusulas atuais, que favorecem sua indústria manufatureira. O Canadá, por sua vez, busca proteger seu setor lácteo e evitar novas tarifas sobre madeira serrada. Ambos os países demonstram disposição para negociar, mas rejeitam concessões unilaterais.
Impactos econômicos
A demora na renovação gera incertezas para investidores e empresas que dependem do comércio regional. A possibilidade de revisões anuais mantém o acordo vigente até 2036, mas a falta de clareza sobre as regras futuras pode adiar decisões de investimento. Setores como automotivo, agrícola e de tecnologia são os mais afetados.
Especialistas apontam que, sem um acordo renovado, as tarifas podem retornar a níveis anteriores ao USMCA, prejudicando a competitividade da região. Além disso, a disputa comercial pode fortalecer a tendência de relocalização de cadeias produtivas para a Ásia.
Próximos passos
As negociações devem se estender por meses, com encontros técnicos e políticos sendo realizados paralelamente. A expectativa é que um novo prazo seja definido até o final do ano, mas sem garantias de sucesso. Enquanto isso, o comércio trilateral segue operando sob as regras atuais, mas com um cenário de maior volatilidade.



