O Congresso dos Estados Unidos superou um impasse político e deu um passo decisivo para aprovar uma reforma histórica no sistema de crédito habitacional do país. A medida, que tramita há meses, ganhou novo impulso após acordo entre líderes do Senado e da Câmara dos Representantes, a cinco meses das eleições legislativas de meio de mandato.
Acordo bipartidário
O projeto de lei, fruto de negociações entre republicanos e democratas, prevê mudanças significativas no mercado de financiamento imobiliário. Entre os pontos principais, está a limitação de projetos residenciais voltados exclusivamente para locação por grandes investidores institucionais. A ideia é frear a especulação e aumentar a oferta de imóveis para compra por famílias de renda média e baixa.
Além disso, a reforma inclui medidas de desregulamentação bancária para facilitar a concessão de crédito a compradores de primeira viagem. Instituições financeiras terão regras mais flexíveis para avaliar riscos, o que deve ampliar o acesso ao financiamento habitacional.
Impacto na economia
A crise de moradia nos EUA se agravou após a pandemia, com alta dos preços dos imóveis e dos juros dos financiamentos. A reforma é vista como essencial para conter o aumento dos custos e evitar uma bolha imobiliária. Especialistas apontam que a medida pode estimular a construção civil e gerar empregos, além de beneficiar famílias que lutam para adquirir a casa própria.
O presidente dos EUA deve sancionar a lei nas próximas semanas. A aprovação é considerada uma vitória política para o governo, que enfrenta pressão popular pelo alto custo de vida.
Próximos passos
Com o acordo, o texto segue para votação final no plenário da Câmara e depois para o Senado. Líderes partidários esperam aprovação rápida, antes do recesso de verão. A reforma habitacional é uma das principais bandeiras da atual administração e deve ser um dos temas centrais da campanha eleitoral.



