A Copa do Mundo de 2026 promete aquecer a economia do Rio de Janeiro. De acordo com um estudo divulgado pela Riotur nesta segunda-feira (8), a competição pode movimentar até R$ 244,9 milhões na cidade durante os jogos da Seleção Brasileira. O valor considera o cenário mais otimista, com o Brasil disputando oito partidas, chegando à final e conquistando o hexacampeonato.
Impacto econômico progressivo
O levantamento, intitulado “Potencial Impacto Econômico dos Jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol 2026 na Economia Carioca”, foi elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e pela Riotur. Segundo o estudo, a cada vitória do Brasil no torneio, o impacto econômico cresce cerca de R$ 30,6 milhões por partida disputada.
Os três jogos da fase de grupos têm potencial para movimentar R$ 91,8 milhões. Na rodada seguinte, o valor sobe para R$ 122,4 milhões. O montante previsto nas oitavas de final é de R$ 153 milhões, nas quartas de final chega a R$ 183,6 milhões e nas semifinais atinge R$ 214,2 milhões. Caso a seleção brasileira chegue à decisão do título, a movimentação econômica na cidade poderá alcançar R$ 244,9 milhões.
Setores beneficiados
Os cálculos levam em consideração os gastos dos torcedores com transportes, ingressos, consumo em festas, alimentação em casa, adereços, bares e restaurantes, entre outros. As estimativas têm como referência o estudo “Economia do Futebol Carioca”, publicado pelo Município, que considera o comportamento de torcedores dos quatro grandes clubes cariocas: Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo. Esses torcedores costumam acompanhar partidas em bares, restaurantes, estádios e encontros com amigos e familiares.
“Poucas cidades vivem o futebol com a intensidade do Rio de Janeiro. Quando a Seleção entra em campo, bares, restaurantes e espaços de convivência ficam movimentados, gerando benefícios para diversos setores da economia. O estudo mostra que a paixão do carioca pelo futebol também se traduz em geração de renda e oportunidades para a cidade”, destaca Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Além dos setores de bares, restaurantes, turismo, comércio e entretenimento, o estudo aponta benefícios para o comércio de artigos esportivos, a realização de eventos temáticos e os investimentos em infraestrutura voltada para transmissões e celebrações públicas durante o torneio.
“Os resultados reforçam a relevância dos grandes eventos esportivos como indutores de atividade econômica. A mobilização gerada pelos jogos do Brasil estimula diferentes cadeias produtivas ligadas ao turismo, ao entretenimento e à gastronomia, ampliando a circulação de pessoas e o consumo em diversos pontos da cidade”, afirma o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
O estudo completo está disponível no Observatório Econômico do Rio e no portal da Riotur.



