O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou de uma reunião bilateral com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, durante o encontro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris. O encontro ocorreu em um contexto de tensões comerciais entre os dois países, com foco em tarifas e possíveis sanções a produtos brasileiros.
Disposição para negociar
Segundo interlocutores do governo brasileiro, Vieira deixou clara a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de abrir um canal de negociação direto com a administração Trump. A disposição do governo Lula em discutir tarifas foi recebida de forma positiva pelo representante norte-americano, que também manifestou interesse em manter um diálogo contínuo.
Contexto da reunião
A reunião ocorreu paralelamente às sessões da OCDE, em um momento em que o Brasil busca evitar novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O governo brasileiro teme que sanções ou aumento de tarifas afetem setores estratégicos da economia nacional, como o agronegócio e a indústria manufatureira.
- Encontro em Paris: A reunião foi realizada durante a programação da OCDE, um fórum internacional que reúne ministros e autoridades econômicas de diversos países.
- Diálogo contínuo: Ambos os lados concordaram em manter canais abertos para tratar de questões comerciais, com novas reuniões previstas para as próximas semanas.
- Produtos brasileiros: Entre os itens na pauta estão as exportações de aço, alumínio e produtos agrícolas, que podem ser alvo de tarifas diferenciadas.
Impactos econômicos
Especialistas apontam que uma escalada tarifária entre Brasil e Estados Unidos poderia prejudicar o comércio bilateral, que movimenta bilhões de dólares anualmente. O governo Lula busca equilibrar as relações comerciais com os EUA sem abrir mão de setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.
O chanceler Mauro Vieira destacou que o Brasil está aberto a negociações justas e recíprocas, mas que não aceitará imposições unilaterais. A reunião foi considerada produtiva por ambas as partes, que se comprometeram a avançar nas discussões técnicas nos próximos meses.
A expectativa é que os próximos encontros entre representantes dos dois países possam definir um cronograma para a redução gradual de tarifas, beneficiando tanto consumidores quanto produtores brasileiros e norte-americanos.



