O acordo entre Estados Unidos e Irã, anunciado recentemente, promete trazer um fim à guerra e reduzir as tensões geopolíticas, com impactos imediatos nos preços do petróleo, que já operam em queda. No entanto, analistas do The New York Times apontam que o conflito alterou de forma permanente a economia global, gerando incertezas sobre o futuro.
Petróleo em queda: o que esperar?
Com a notícia do acordo, o petróleo registrou forte desvalorização, influenciando também as bolsas mundiais. O Dow Jones marcou novo recorde intradiário, impulsionado pelo setor de tecnologia, com destaque para a SpaceX, que dispara em valor de mercado, podendo superar Amazon e Microsoft. No Brasil, a queda do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias, mas o cenário ainda é incerto.
Impactos nos mercados brasileiros
A XP Investimentos alerta que gestoras estão abandonando o 'kit Brasil' e correndo para o dólar antes da reunião do Copom. O Tesouro IPCA+ oferece o maior juro da década, e investidores calculam em quanto tempo o dinheiro dobra. A CSN, após venda de infraestrutura, reduz alavancagem, mas desafios persistem. Já a Sabesp, segundo o UBS BB, tem janela de entrada após queda de 20% da ação.
Análise política e econômica
No cenário político, pesquisa CNT/MDA mostra Lula com 49,3% e vantagem de 12,5 pontos sobre Flávio em eventual segundo turno. O presidente Lula, em discurso no G7, misturou recados a Trump e críticas à ordem global. Enquanto isso, a irmã de 'Sicário' ameaçou expor a família Vorcaro, segundo investigação da Polícia Federal.
No mercado de trabalho, a Robinhood anunciou corte de 10% da força de trabalho, enquanto a SpaceX planeja adquirir a startup de IA Cursor por US$ 60 bilhões. A Amazon contrata 9 mil temporários para o Prime Day.
Perspectivas para investidores
Com a queda da Bolsa, 34 ações se aproximam da média de 200 dias. O mercado brasileiro ganha com IA? O Morgan Stanley vê ciclo positivo e reitera compra. Na renda fixa, o CDI é considerado o ativo mais arriscado pela Vista, que prevê descontrole da inflação. Já os melhores multimercados apostam no exterior e um fundo pagou 1.600% do CDI em um mês.



