Funcionários do programa Rio Sem LGBTfobia realizaram um protesto no Centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (2) contra o atraso de três meses nos salários. O programa, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, opera 24 centros de cidadania que oferecem suporte jurídico e psicossocial à população LGBTQIA+. A falta de repasses ameaça a continuidade desses serviços essenciais.
Protesto e reivindicações
Os trabalhadores se reuniram em frente à sede da secretaria, exigindo o pagamento imediato dos salários atrasados. Segundo os manifestantes, a situação já dura três meses e compromete não apenas a renda dos profissionais, mas também a assistência prestada aos usuários do programa. "Estamos sem receber desde abril. Muitos colegas estão passando por dificuldades financeiras e o serviço à população está prejudicado", afirmou um dos organizadores do protesto, que preferiu não se identificar.
O programa Rio Sem LGBTfobia é uma política pública estadual que atua no combate à violência e na promoção dos direitos da comunidade LGBTQIA+. Os centros de cidadania oferecem atendimento psicológico, jurídico e social, além de realizar ações de conscientização e prevenção. Com a paralisação dos repasses, há o risco de fechamento temporário de algumas unidades.
Impacto nos serviços
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou, por meio de nota, que está ciente da situação e que busca regularizar os pagamentos o mais rápido possível. No entanto, não deu uma data para a resolução do problema. Enquanto isso, os trabalhadores prometem manter a mobilização até que os salários sejam quitados.
O protesto contou com a participação de dezenas de funcionários e representantes de movimentos sociais. Eles denunciam a falta de prioridade do governo estadual com as políticas para a população LGBTQIA+. "O Rio Sem LGBTfobia é um programa fundamental para a proteção dos nossos direitos. Não podemos permitir que ele seja desmantelado por falta de investimento", destacou uma das manifestantes.



