Dois fortes terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela em 24 de junho, causando mais de 3.300 mortos e 16.740 feridos. Os abalos provocaram o desabamento de vários prédios em Caracas e devastaram o estado vizinho de La Guaira, onde equipes de resgate ainda tentam recuperar os corpos de vítimas.
Enterros de corpos não identificados
No Cemitério La Esperanza, em Catia La Mar, estado de La Guaira, trabalhadores pintam túmulos para vítimas não identificadas. As sepulturas são numeradas, já que muitos corpos não puderam ser reconhecidos devido ao estado em que foram encontrados. Até 5 de julho, mais de 300 corpos aguardavam identificação.
Declarações da presidente
A presidente Delcy Rodríguez descartou qualquer risco de explosão social, destacando a solidariedade do povo venezuelano diante da tragédia. "Estamos unidos como nação para superar este momento difícil", afirmou em pronunciamento oficial. Ela também anunciou a liberação de fundos de emergência para ações de reconstrução.
Busca por desaparecidos
Familiares continuam procurando por entes queridos sob os escombros. Em La Guaira, centenas de pessoas ainda estão desaparecidas. Os abalos sísmicos, seguidos de réplicas, dificultaram as operações de resgate. O governo mobilizou forças armadas e equipes de defesa civil para auxiliar nas buscas.
Impacto e reconstrução
As autoridades estimam que mais de 50 mil pessoas ficaram desabrigadas. A infraestrutura de saúde e educação foi severamente danificada. A comunidade internacional ofereceu ajuda humanitária, incluindo equipes de resgate e suprimentos médicos. A reconstrução deve levar anos, segundo especialistas.



