Governo turco impede atracação de navio com 1.900 passageiros LGBTQ+
A Turquia proibiu um cruzeiro temático LGBTQ+ de atracar em seus portos, alegando que os passageiros ferem os 'valores morais' do país. A embarcação Scarlet Lady, da Virgin Voyages, com cerca de 1.900 passageiros a bordo, teve seu itinerário alterado após decisão das autoridades turcas. O cruzeiro de dez dias, organizado pela Atlantis Events, deixará de fazer escalas em Kuşadası e Istambul, substituindo essas paradas por Cairo, no Egito, e Creta, na Grécia.
Decisão reflete postura mais rígida contra comunidade LGBTQ+
A medida ocorre em meio a um endurecimento do governo turco em relação à comunidade LGBTQ+. Nos últimos anos, o presidente Recep Tayyip Erdogan e seu partido AKP têm adotado discursos e políticas conservadoras, restringindo eventos e manifestações relacionadas à diversidade sexual. A decisão de bloquear o cruzeiro foi justificada com base em 'valores morais' locais, conforme comunicado oficial.
O cruzeiro, que partiria com cerca de 1.900 passageiros, é um dos maiores eventos do tipo na região. A Atlantis Events, organizadora, afirmou que a mudança de rota foi necessária para garantir a segurança e o bem-estar dos viajantes. 'Estamos decepcionados com a decisão, mas priorizamos a experiência positiva de nossos hóspedes', disse um porta-voz da empresa.
Impacto no turismo e reações internacionais
A proibição gerou críticas de grupos de direitos humanos e defensores da comunidade LGBTQ+. Organizações como a Human Rights Watch condenaram a atitude da Turquia, classificando-a como discriminatória. O governo turco, por sua vez, defendeu a decisão como uma proteção dos valores culturais e religiosos do país.
O setor de turismo também pode ser afetado, já que cruzeiros temáticos representam uma parcela significativa do turismo de nicho. A Virgin Voyages, que opera o Scarlet Lady, não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.



