Terremoto de 7,8 nas Filipinas: 32 mortos e alerta de tsunami no Pacífico
Terremoto de 7,8 nas Filipinas: 32 mortos e tsunami

Um forte terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter sacudiu a ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, na manhã de sábado (8). O tremor, ocorrido a 24 km da costa e a 35 km de profundidade, causou a morte de pelo menos 32 pessoas e deixou mais de 130 feridos, segundo balanço oficial divulgado pelas autoridades locais.

Impactos e danos materiais

O terremoto provocou o desabamento de diversas edificações, incluindo um teto de escola que caiu durante o horário de aulas, felizmente sem vítimas fatais no local. Imagens mostram ruas tomadas por escombros, prédios rachados e equipes de resgate trabalhando para localizar possíveis sobreviventes. O presidente filipino, Ferdinand Marcos, determinou a suspensão das aulas em toda a região afetada e orientou a evacuação de áreas costeiras devido ao risco de tsunami.

Alerta de tsunami no Pacífico

Países como Japão, Indonésia e Papua-Nova Guiné emitiram alertas de tsunami após o tremor. Ondas de até um metro foram registradas em algumas ilhas próximas ao epicentro, mas sem causar estragos significativos. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que o perigo já passou, mas recomenda cautela nas próximas horas.

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O que é a escala Richter?

A escala Richter, criada em 1935 pelo sismólogo Charles Richter, mede a magnitude dos terremotos com base na amplitude das ondas sísmicas registradas por sismógrafos. Cada ponto adicional na escala representa um aumento de dez vezes na amplitude das ondas e cerca de 31,6 vezes mais energia liberada. Um terremoto de magnitude 7,8 é considerado grande, capaz de causar danos sérios em áreas densamente povoadas.

Histórico sísmico das Filipinas

As Filipinas estão localizadas no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica. O país já enfrentou diversos terremotos devastadores, como o de 1990, que matou mais de 1.600 pessoas em Luzon. O tremor deste sábado é um dos mais fortes registrados nos últimos anos na região de Mindanao.

As autoridades continuam monitorando a situação e pedem que a população mantenha a calma e siga as orientações de defesa civil. A estimativa é que o número de vítimas possa aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas áreas mais isoladas.

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