Polícia do Reino Unido algema vítima de ataque a faca; caso gera revolta
Polícia do Reino Unido algema vítima de ataque a faca

Um vídeo divulgado recentemente mostra a polícia do Reino Unido algemando um estudante de 18 anos que agonizava com ferimentos de faca, gerando uma onda de revolta nacional. O caso ocorreu em Southampton, no sul da Inglaterra, e envolve alegações falsas de racismo feitas pelo assassino.

Detalhes do ataque e da prisão

Henry Nowak morreu após ser esfaqueado em 3 de dezembro de 2025. O assassino, Vickrum Digwa, um homem sikh de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira (1º) por mentir à polícia, alegando que Nowak o havia agredido. Imagens da câmera corporal de um policial mostram Nowak deitado na rua, dizendo: "Fui esfaqueado" e "Não consigo respirar", enquanto um policial responde: "Acho que não, amigo".

Reações das autoridades

O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que há "questões sérias" a serem respondidas, incluindo como "alegações de racismo influenciaram ou contribuíram para a tomada de decisão nesse caso específico". "É impossível assistir a essas imagens e não perceber que essas perguntas precisam ser respondidas", declarou Starmer. O juiz William Mousley reconheceu que o caso gerou tensões raciais em toda a Grã-Bretanha.

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Consequências para os policiais envolvidos

Nowak morreu pouco depois de ser algemado. Ao perceberem que ele estava ferido, os policiais o soltaram e iniciaram reanimação cardiopulmonar (RCP). A polícia de Hampshire pediu desculpas. Em comunicado na terça-feira, informou que um dos policiais se demitiu, enquanto outros três são tratados como testemunhas na investigação.

Exploração política do caso

Nigel Farage, do partido anti-imigração Reform UK, usou o caso para criticar o tratamento dado a minorias étnicas. "O medo de ser chamado de racista era maior do que lidar com o assassinato de Henry Nowak", disse ele. Manifestantes em Southampton gritaram "Não consigo respirar", incluindo o ativista Tommy Robinson. Outros protestos estão previstos para esta semana.

Contexto do crime e posição da família

Digwa usou uma faca que, segundo ele, era permitida por isenções religiosas sikhs para adagas cerimoniais. Ao chegar, a polícia foi informada por Digwa de que seu turbante havia sido arrancado e ele tinha um ferimento no olho. A família de Nowak classificou o tratamento policial como "desumano e degradante", mas pediu que a morte não seja usada para criar mais divisão.

Apelo por calma e investigação

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, pediu calma durante a investigação e condenou aqueles que buscam lucro político com a tragédia. Ela afirmou que os serviços públicos devem avaliar apenas o risco representado, não raça ou religião. Mahmood alertou contra exageros nas correções, para que todos continuem iguais perante a lei. Farage tentou traçar paralelos com o assassinato de George Floyd em 2020.

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