MPF denuncia iranianos presos com 180 kg de cocaína em Santos
Iranianos denunciados por tráfico com 180 kg de cocaína

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os iranianos Nima Kenareifard e Saeid Sabouri por tráfico transnacional de drogas, após a prisão em flagrante com 180 kg de cocaína em um galpão em Santos, litoral de São Paulo. A denúncia foi apresentada à Justiça Federal, que ainda não a aceitou e concedeu prazo de dez dias para a defesa se manifestar.

Prisão e investigação

Os dois iranianos foram presos no dia 12 de maio, no galpão onde Saeid reside, no bairro Vila Mathias, durante operação do 1º Distrito Policial de Santos. Segundo a polícia, o local era usado para esconder entorpecentes que seriam enviados ao Oriente Médio, especialmente Dubai. As investigações apontam que o esquema era sofisticado e envolvia a camuflagem da droga em meio a cargas de café.

A polícia realizou monitoramento por três dias antes da abordagem. Durante a ação, os agentes encontraram 178 tabletes de cocaína, totalizando aproximadamente 181 quilos, além de seis celulares. A droga estava escondida em sacos de ráfia com grãos de café, dentro de um galpão que funcionava sob fachada de empresa de transporte.

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Acusação e penas

O MPF acusou Nima e Saeid por tráfico de drogas, com agravante de contexto transnacional. As penas somadas podem chegar a até 25 anos de prisão. A defesa, representada pelo advogado Musslim Ronaldo Vaz de Oliveira, ainda não se manifestou sobre o mérito da denúncia, aguardando a decisão judicial sobre seu recebimento.

Nas últimas duas semanas, a Justiça Federal negou pedido de soltura da dupla, apresentado via habeas corpus com pedido liminar. A juíza federal Sylvia Castro argumentou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e evitar risco de fuga, considerando insuficientes as medidas cautelares alternativas.

Versão dos acusados

Saeid Sabouri, de 52 anos, afirmou atuar no ramo de exportação de café. Ele é apontado como um dos responsáveis pelo esquema. Nima Kenareifard, de 25 anos, disse ter sido contratado como intérprete pelo compatriota e negou envolvimento nos crimes.

A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva decretada em audiência de custódia, ou sua substituição por medidas cautelares. Alegou que os investigados são primários, têm residência fixa e exercem atividade profissional lícita no Brasil, além de não haver elementos concretos que indiquem risco de fuga ou reiteração criminosa.

Investigação e provas

De acordo com a Polícia Civil, as investigações duraram meses e incluíram campanas no imóvel. Os agentes identificaram movimentação suspeita na Rua Comendador Martins e abordaram dois homens, que apresentaram versões contraditórias sobre a origem do material armazenado. As apurações indicam que a droga seria preparada para envio internacional, configurando tráfico transnacional.

Em nota, a corporação destacou: "As apurações apontam que o entorpecente seria preparado para envio internacional, indicando a atuação do grupo em possível esquema de tráfico transnacional".

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