Técnico da Noruega diz que Brasil é favorito e admite: 'Podemos brigar'
Técnico da Noruega: Brasil é favorito, mas podemos brigar

O técnico da Noruega, Stale Solbakken, quebrou o protocolo ao comemorar a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo com a família, mas em entrevista ao Jornal Nacional foi direto: o Brasil é o favorito. “A gente não tem um plano pra garantir uma vitória, mas podemos brigar. O Brasil é o favorito”, declarou o treinador, que enfrenta a seleção pentacampeã neste domingo, no estádio Nova Iorque, em Nova Jersey.

Desfalque na defesa norueguesa

Um dos principais problemas da Noruega para o duelo é a dúvida na lateral direita. O titular Ryerson ficou fora dos dois últimos jogos por lesão na coxa direita. Ele treinou nesta sexta-feira, mas ainda é incerteza. Caso não atue, Pedersen deve ser o substituto. A defesa norueguesa terá a missão de marcar Vini Júnior, um dos destaques do Brasil.

Histórico contra Ancelotti

Solbakken nunca venceu Carlo Ancelotti. Foram quatro confrontos, com três derrotas e um empate. “Se você olhar para os títulos, Ancelotti é o maior técnico de todos. É calmo, mas também tem personalidade. Tomara que a gente consiga mexer com ele amanhã”, disse o norueguês. Apesar do favoritismo brasileiro, Solbakken já superou o Brasil antes: como jogador, fez parte da Noruega que venceu a seleção na fase de grupos da Copa de 1998.

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Pressão e estratégia

Ao jogar a pressão para o Brasil, Solbakken busca aliviar seus jogadores. O comentarista Paulo Nunes explicou: “Jogar a pressão toda para a seleção brasileira, tirar o peso dos jogadores da Noruega. Isso é uma questão que muitos treinadores fazem. Você joga a pressão, tira a responsabilidade dos seus jogadores, mas lá dentro do campo a exigência é outra.” A apresentadora Renata Vasconcellos alertou: “É importante a gente não cair nessa armadilha.”

Experiência do Brasil

O Brasil conta com jogadores experientes como Marquinhos, Danilo e Casemiro para conduzir os mais jovens. “O Ancelotti confia nesses jogadores que cuidam dos mais jovens. No caso o Marquinhos, Danilo, Casemiro. Então a importância deles em um jogo desse tamanho é tirar a pressão das costas dos garotos e assumir essa responsabilidade para que o Brasil passe essa fase”, analisou Paulo Nunes.

Parada cardíaca e recomeço

A forma leve de Solbakken enxergar o futebol tem origem em um episódio marcante. Em 2001, durante um treino na Dinamarca, ele sofreu uma parada cardíaca que durou sete minutos. Após se recuperar, decidiu encerrar a carreira como jogador. Em 2021, assumiu a Noruega com a missão de gerir o time mais promissor que o país já teve. Enfrentar a seleção pentacampeã é um capítulo à parte, e ele reconhece: “Eu sei que o Brasil também está vindo atrás de nós!”

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