O técnico da Noruega, Stale Solbakken, pediu a seus jogadores que mantenham a calma e não se deixem levar pela emoção ao enfrentar o Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo. A seleção norueguesa, liderada pelo artilheiro Erling Haaland, faz boa campanha no torneio, com três vitórias em quatro partidas, e vive um momento de empolgação no país.
Solbakken alerta para o perigo do entusiasmo
Ainda assim, o pragmático Solbakken alertou que a equipe não pode se deixar levar pelo entusiasmo. “Precisamos jogar a partida, não as circunstâncias. Precisamos garantir que não joguemos de acordo com o momento, mas simplesmente joguemos o jogo”, disse aos jornalistas neste sábado.
O treinador de 58 anos respondeu a várias perguntas sobre Vinicius Jr. e sobre como sua equipe pretende se defender do atacante brasileiro. “Os laterais esquerdo e direito são importantes, mas também é preciso ajudá-los para que não fiquem em situações de um contra um, em que precisem agir sozinhos”, afirmou Solbakken, reconhecendo que esses lances ainda devem acontecer.
Estratégia defensiva e apoio a Haaland
“Também esperamos que nosso estilo de marcação por zona possa ajudar. Assim, independentemente de quem jogar na defesa, eles terão o apoio do companheiro mais próximo.” Solbakken disse ainda que uma das chaves para o sucesso da Noruega será fazer a bola chegar a Haaland em boas condições. O atacante já marcou cinco gols no torneio.
“Acho que encontramos maneiras de apoiá-lo e dar a ele o passe certo. Somos uma equipe ansiosa pelo jogo contra o Brasil porque temos uma mentalidade ofensiva. Durante 90 ou 120 minutos, vamos precisar defender por períodos mais longos ou mais curtos, e então teremos que estar no nosso melhor”, disse.
Brasil nunca venceu a Noruega, mas é favorito
Em quatro confrontos, o Brasil nunca venceu a Noruega, mas Solbakken afirmou que os sul-americanos seguem como favoritos. “Não acho que eles sejam amplamente favoritos, como talvez fossem há alguns anos. Estamos em uma sequência muito boa há bastante tempo, temos confiança e também um bom estilo de jogo com a bola, e acho que isso nos ajuda”, afirmou.
“Acho difícil definir uma porcentagem exata das nossas chances, se é 60 a 40, 70 a 30 ou qualquer outra. O importante é que podemos causar problemas ao Brasil se estivermos em um bom dia. Mas ainda assim precisamos estar no nosso melhor; caso contrário, não teremos chance. Se estivermos no nosso melhor, então temos uma chance.”



