Governo tem até 15 de julho para evitar tarifa de 25% dos EUA
Governo tem até 15 de julho para evitar tarifa dos EUA

O governo brasileiro tem até 15 de julho para evitar o novo tarifaço dos Estados Unidos. O governo de Donald Trump concluiu na segunda-feira (1º) uma investigação que acusa o Brasil de práticas "não razoáveis" que "oneram ou restringem" o comércio americano. O país propõe a adoção de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Antes da aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida corretiva, no entanto, o governo dos EUA realizará uma audiência, prevista para 6 de julho, para ouvir representantes de organizações de ambos os países.

Próximos passos

Diplomatas e altos funcionários de vários países estarão em reunião da OCDE nesta quarta-feira em Paris. Representantes brasileiros também poderão enviar comentários sobre a investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Os comentários podem ser protocolados no próprio site do USTR.

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Cronograma

  • Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.
  • Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.
  • 6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.
  • 15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil.

Durante a fase inicial da investigação, o USTR já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.

A decisão de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi sugerida a partir de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e eventual aplicação das medidas corretivas termina em 15 de julho de 2026.

Se a decisão final for de aplicação da tarifa, uma lista de produtos ficará isenta, como algumas carnes, frutas, café, terras-raras e aeronaves.

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