O atacante Vinícius Jr. é o grande nome da imprensa internacional na véspera do confronto do Brasil contra o Japão, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. As duas equipes se enfrentam nesta segunda-feira (29) em Houston, nos Estados Unidos. O camisa 7 da Seleção Brasileira é o artilheiro do time na competição, com quatro gols marcados até o momento.
Guardian: 'Os torcedores brasileiros esperavam que Vini Jr. fosse seu herói. Ele chegou'
O jornal britânico Guardian publicou um artigo intitulado: "Os torcedores brasileiros estavam esperando que Vinícius Jr. fosse seu herói. Ele chegou." A reportagem destaca que "Vinícius agora parece feliz vestindo verde e amarelo; ele foi eleito o melhor jogador da partida nos três jogos da fase de grupos".
O texto ressalta suas atuações: "Depois de marcar um gol e dar uma assistência contra o Haiti, ele marcou duas vezes contra a Escócia. Não fosse a intervenção do VAR, ele teria se tornado o primeiro brasileiro a marcar um hat-trick em uma Copa do Mundo desde Pelé, em 1958."
O Guardian ainda menciona que "ele salvou o Brasil com um momento de brilhantismo contra o Marrocos, marcando o tipo de gol que vem fazendo aos montes no Bernabéu há anos. O Brasil foi criticado após aquela atuação, mas, desde então, passou a jogar com mais leveza, vencendo o Haiti e a Escócia por 3 a 0 e terminando na liderança do grupo."
O jornal também sugere que Vini Jr. pode estar se beneficiando das pressões sobre o técnico Carlo Ancelotti para escalar Neymar e Endrick. "Talvez o foco em Neymar esteja jogando a favor de Vinícius. Ele pode simplesmente seguir seu trabalho enquanto o técnico lida com perguntas sobre Neymar e também sobre a jovem sensação Endrick", diz a reportagem. O Guardian lembra uma entrevista de seis anos atrás: "Quando entrevistamos Vinícius há seis anos, ele disse: 'Espero poder fazer com que todo brasileiro torça por mim um dia'. A cada grande atuação nesta Copa do Mundo, ele se aproxima desse objetivo."
Financial Times: 'Como Vinícius Jr. se tornou fundamental para o sonho do Brasil na Copa do Mundo'
O jornal Financial Times também destacou o papel central do atacante em uma reportagem intitulada "Como Vinícius Jr. se tornou fundamental para o sonho do Brasil na Copa do Mundo". O texto afirma: "A Seleção vive à sombra do seu passado. É apenas quando a bola chega ao atacante brasileiro Vinícius Jr. — autor de quatro dos sete gols da equipe até o momento — que os torcedores são trazidos de volta ao presente."
O Financial Times ressalta que "este time é construído em torno de Vini. Até mesmo a capacidade do Brasil de superar o Japão, em Houston, na segunda-feira, depende em grande parte desse jogador fundamental." O jornal descreve Vini como "moldado na Europa" e "não um jogador da tradição do 'futebol-arte' brasileiro, como Neymar, mas sim um atleta mais direto: um ponta que corta da esquerda para dentro para finalizar com a perna direita".
O texto recorda que "antes deste torneio, Vini era uma figura periférica na Seleção Brasileira, com apenas nove gols em 49 partidas pela equipe nacional. Por quase uma década, a Seleção foi construída em torno de Neymar — um armador que gostava de receber a bola no pé, deixava as tarefas defensivas para os outros e articulava ataques lentos e elaborados, o que reduzia os espaços para a velocidade de Vini."
No entanto, "Ancelotti construiu esta nova equipe em torno de seu querido pupilo. O técnico, taticamente flexível, sempre estrutura seus times para realçar as qualidades de suas estrelas." O Financial Times destaca que Vini Jr. tem 3,06 "gols esperados" — a mais alta já registrada por um jogador em uma Copa do Mundo, segundo a provedora de dados Opta.
O jornal descreve a estratégia do Brasil: "A velocidade de Vini é mais perigosa quando ele tem espaço para disparar. Por isso, a equipe de Ancelotti — de forma incomum para o Brasil — busca o contra-ataque. O Brasil monta uma barreira com nove jogadores, permite que até adversários de menor expressão, como Haiti ou Escócia, fiquem com a bola e os desafia a construir um ataque. No instante em que um passe sai errado, Matheus Cunha e Rayan iniciam a pressão e acionam Vini."
O Financial Times também destaca que Vini "enfrenta mais racismo do que, possivelmente, qualquer outro jogador de futebol". "De forma absurda, ele é frequentemente culpado pelas ofensas que recebe das torcidas na Espanha e em outros lugares, sob a alegação de que suas danças junto à bandeirinha de escanteio após os gols, de alguma forma, 'provocam' tais reações. No entanto, o Brasil e Ancelotti — que deixou o Real Madrid para comandar a seleção brasileira — sempre o apoiaram."
Marca: momento emocionante fora de campo
O jornal espanhol Marca afirmou que Vini Jr. "protagonizou um dos momentos mais emocionantes da Copa do Mundo fora de campo". "O atacante do Real Madrid se emocionou no programa Domingão com Huck ao ouvir uma mensagem de sua avó Nilza, figura que marcou sua infância e a quem ele permanece ligado em cada passo de sua carreira", escreveu o jornal. "No auge de sua forma com a Seleção Brasileira, o ponta mostrou que por trás do jogador que lidera a Seleção existe uma pessoa com sentimentos profundos."



