A seleção brasileira enfrenta a Noruega no MetLife Stadium em um amistoso que vai além do tabu histórico. Os escandinavos mantêm uma invencibilidade de quatro jogos contra o Brasil, mas o maior desafio está no presente: a melhor geração de jogadores noruegueses de todos os tempos.
Tabu histórico versus talento atual
Desde 1998, Noruega e Brasil se enfrentaram quatro vezes, com dois empates e duas vitórias norueguesas. O último encontro, em 2006, terminou 1 a 1. No entanto, o técnico Carlo Ancelotti, que comanda a seleção brasileira, destaca que o foco não deve ser o retrospecto, mas sim a qualidade do elenco adversário.
“A Noruega de hoje não é a mesma do passado. Eles têm jogadores de alto nível, como Haaland e Odegaard, que atuam nos principais clubes europeus. Será um teste muito duro para nós”, afirmou Ancelotti em entrevista coletiva.
A melhor geração norueguesa desde 1998
A atual geração da Noruega é considerada a mais talentosa desde a equipe que disputou a Copa do Mundo de 1998. Além de Erling Haaland, artilheiro do Manchester City, e Martin Odegaard, capitão do Arsenal, o time conta com outros jogadores que atuam em ligas de elite, como Sander Berge (Burnley) e Alexander Sørloth (Villarreal).
O crescimento do futebol norueguês se reflete nos resultados recentes. A equipe se classificou para a Eurocopa de 2024 e busca vaga na Copa do Mundo de 2026. “Estamos construindo algo sólido. O Brasil é uma referência mundial, e enfrentá-los será uma medida do nosso progresso”, disse o técnico norueguês Ståle Solbakken.
Impacto no planejamento brasileiro
Para o Brasil, o amistoso serve como preparação para as eliminatórias da Copa do Mundo. Ancelotti aproveitará para testar novas formações e dar oportunidades a jogadores que não atuaram nos últimos jogos. A partida também é uma chance de quebrar o tabu de quatro jogos sem vencer a Noruega.
“Cada jogo é uma oportunidade de aprendizado. A Noruega nos respeita, mas não nos teme. Precisamos impor nosso jogo desde o início”, completou o treinador.



