Os contratos de mini-índice com vencimento em junho (WINM26) encerraram a última sessão, em 16 de junho, com queda de 0,59%, aos 169.470 pontos. Esse movimento reforça o cenário de fragilidade observado nas últimas semanas no mercado brasileiro.
O mercado de mini-índice reflete um ambiente cauteloso, com investidores monitorando o acordo entre Estados Unidos e Irã e aguardando as decisões de juros do Federal Reserve (Fed). Apesar da queda do petróleo e do alívio geopolítico, as bolsas globais tiveram desempenho misto.
Cenário doméstico e fatores de pressão
No Brasil, o Ibovespa voltou a recuar, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras (PETR3; PETR4) e pela menor participação do investidor estrangeiro. Para o trader de mini-índice, o foco está nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Fed, além do fluxo estrangeiro, fatores que seguem influenciando a direção e a volatilidade dos mercados.
Vale destacar que nesta quarta-feira, 17 de junho, ocorre o vencimento dos contratos WINM26. A partir de agora, o mercado passa a concentrar sua liquidez nos contratos WINQ26, com vencimento em agosto.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observa-se que o mini-índice voltou a fechar em queda e segue negociando abaixo das médias de curto prazo, configuração que mantém o viés vendedor predominante.
Para que a pressão baixista ganhe força, será necessário romper a região de suporte em 169.075/168.390 pontos. Caso isso aconteça, há espaço para avanço das vendas em direção a 167.980/167.620 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos objetivos passam a ser 167.180/166.840 pontos. Por outro lado, uma reação compradora mais consistente dependerá da superação da resistência em 169.800/170.230 pontos. Se houver entrada de volume e rompimento desse patamar, o índice poderá buscar 170.975/171.700 pontos, com alvo mais amplo na região de 172.475/172.800 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, segue uma tendência de baixa bem definida. O mini-índice permanece negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, estrutura que continua favorecendo o fluxo vendedor.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 33,73 pontos, próximo da região de sobrevenda. Esse cenário sugere possibilidade de repiques ou movimentos corretivos no curto prazo, especialmente após o forte movimento de queda acumulado. Ainda assim, não há sinais suficientes para falar em reversão de tendência.
Para uma melhora mais consistente do cenário, será necessário superar a faixa de 172.800/175.680 pontos, abrindo espaço para avanços em direção a 177.990/180.385 pontos. Já pelo lado negativo, a perda de 168.390/166.275 pontos pode acelerar a pressão vendedora, com projeções para 165.170/162.350 pontos.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também segue negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, reforçando a predominância do fluxo vendedor no curto prazo.
Para continuidade da tendência de baixa, a região de suporte em 169.075/168.390 pontos é acompanhada atentamente. A perda desse patamar pode abrir espaço para quedas em direção a 167.620/166.840 pontos, com alvos mais longos em 165.810/165.170 pontos.
Por outro lado, para que o mercado consiga iniciar uma recuperação mais relevante, será necessário superar a resistência em 170.975/172.440 pontos. Caso esse rompimento aconteça com entrada de volume comprador, os próximos objetivos passam a ser 173.900/174.650 pontos, seguidos pela região de 175.855/176.325 pontos.
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