Há 20 anos, o ex-jogador norueguês Tommy Nielsen chegou ao Rio de Janeiro e, espantado com a realidade das comunidades, criou o Instituto Karanba. Desde então, o projeto já impactou mais de 10 mil crianças, usando o futebol como ferramenta de inclusão social e transformação de vidas.
Como surgiu o Instituto Karanba
Tommy Nielsen, que jogou no Fluminense e em clubes noruegueses, conta que ficou chocado ao ver crianças em situação de vulnerabilidade nas favelas cariocas. "Reencontrei a felicidade, me reencontrei através do Karanba", disse ele, em entrevista ao GLOBO. A palavra "Karanba" significa "força" em tupi-guarani, e o instituto busca dar força e oportunidades a jovens por meio do esporte.
Resultados e impacto social
Em duas décadas, o Karanba formou atletas e cidadãos. Mais de 10 mil crianças passaram pelo projeto, que oferece treinos de futebol, acompanhamento escolar e apoio psicológico. Em 2026, 43 jovens do instituto participarão da Norway Cup, maior torneio de futebol juvenil do mundo, realizado em Oslo. A viagem é financiada por doadores noruegueses e brasileiros.
Parcerias e sustentabilidade
O instituto conta com apoio da embaixada da Noruega e de empresas privadas. Tommy Nielsen destaca que o objetivo não é apenas formar jogadores, mas "dar uma chance para que esses jovens tenham um futuro digno". O Karanba também promove aulas de inglês e informática, preparando os alunos para o mercado de trabalho.
Depoimentos e reconhecimento
"O Karanba mudou minha vida", afirma João Pedro, 17 anos, que entrou no projeto aos 9 e hoje é monitor das turmas menores. A mãe dele, Maria Aparecida, completa: "Meu filho tinha notas baixas na escola, agora é um dos melhores alunos. O futebol deu disciplina a ele". O instituto já recebeu prêmios de responsabilidade social e é citado como modelo de integração entre esporte e educação.
Futuro e expansão
Para os próximos anos, Tommy Nielsen planeja expandir o Karanba para outras cidades brasileiras. "Queremos levar essa força para mais crianças. O futebol é o caminho, mas a educação é o destino", afirma. O instituto também pretende criar uma rede de ex-alunos para inspirar novas gerações.



