Após encerrar uma parceria de mais de sete anos com Carlos Alcaraz, o ex-técnico Juan Carlos Ferrero surpreendeu o mundo do tênis ao admitir publicamente que gostaria de treinar Jannik Sinner, atual número 1 do ranking mundial. Em entrevista recente, Ferrero não escondeu a admiração pelo italiano e deixou em aberto a possibilidade de uma futura colaboração.
Ferrero elogia dedicação de Sinner
“Ele adora trabalhar duro. Por que não?”, declarou Ferrero, referindo-se ao campeão italiano. O espanhol destacou a ética de trabalho de Sinner como um dos principais atrativos para uma possível parceria. “Jannik é um dos jogadores mais dedicados que já vi. Sua busca constante por evolução é algo que me fascina”, completou.
Fim da parceria com Alcaraz
O anúncio do fim da relação profissional entre Ferrero e Alcaraz pegou muitos fãs de surpresa. Juntos desde 2019, eles conquistaram títulos importantes, incluindo dois Grand Slams e o posto de número 1 do mundo. Ferrero, no entanto, afirmou que a decisão foi amigável e que ambos seguiram caminhos diferentes por questões de objetivos pessoais.
Apesar da separação, Ferrero mantém grande respeito por Alcaraz. “Carlos é um fenômeno, e tenho orgulho do que construímos. Mas, como treinador, novos desafios me motivam”, explicou.
Vantagem de Alcaraz sobre Sinner
Questionado sobre o confronto entre seus dois potenciais pupilos, Ferrero reconheceu que Alcaraz leva ligeira vantagem nos duelos diretos. “O Carlos tem um estilo de jogo mais agressivo e imprevisível, o que dificulta para qualquer adversário. Mas o Jannik evoluiu muito e está cada vez mais próximo”, analisou.
O ex-número 1 do mundo também ressaltou a importância da rivalidade para o tênis. “Ver esses dois se enfrentando é um presente para o esporte. Eles elevam o nível um do outro”, afirmou.
Novos talentos no radar
Além de Sinner, Ferrero mencionou outros jovens promissores que acompanha de perto, como o espanhol Rafael Jodar e o brasileiro João Fonseca. “Rafael tem um potencial imenso, e João está mostrando um tênis muito sólido. O futuro do esporte está em boas mãos”, comentou.
Ferrero, que também comanda a academia Juan Carlos Ferrero Equelite, na Espanha, não descarta voltar a treinar um jogador de elite em breve. “Estou aberto a propostas. Se o projeto for interessante e houver química, topo o desafio”, concluiu.



