Estatísticos revelam seleções favoritas para vencer a Copa do Mundo 2026
Estatísticos apontam favoritos ao título da Copa 2026

A Copa do Mundo de 2026 já começou e, com ela, a ansiedade dos torcedores para saber quem levantará a taça. Estatísticos de cinco universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolveram a plataforma interativa 'Previsão Esportiva', que calcula as chances de cada seleção com base em modelos matemáticos.

Brasil entre os favoritos, mas torcida desconfia

De acordo com o modelo bayesiano, o Brasil figura entre os 10 países com mais chances de conquistar o hexacampeonato. No entanto, pesquisa Quaest recente mostrou que 56% da população não acredita no título brasileiro em 2026. Apenas 35% confiam na vitória, enquanto 9% não souberam responder. Apesar do pessimismo, houve um aumento do otimismo em relação à pesquisa anterior, de abril.

Os 10 países com mais chances

Pelo modelo bayesiano, que combina dados objetivos e subjetivos, as seleções com maior probabilidade são: Espanha, França, Argentina, Alemanha, Portugal, Brasil, Inglaterra, Bélgica, Colômbia e Holanda. Já o modelo de força, baseado exclusivamente em indicadores objetivos como ranking FIFA e desempenho recente, aponta: França, Inglaterra, Espanha, Brasil, Argentina, Portugal, Alemanha, Holanda, Bélgica e Suíça.

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Os 10 países com menos chances

No modelo bayesiano, as menores probabilidades são de Curaçau, Iraque, Haiti, Jordânia, Cabo Verde, Catar, Panamá, Nova Zelândia, Uzbequistão e Tunísia. Pelo modelo de força, os menos cotados são Catar, Haiti, África do Sul, Curaçau, Cabo Verde, Nova Zelândia, Iraque, Jordânia, Uzbequistão e Tunísia.

Metodologia dos modelos

Francisco Louzada, professor do ICMC-USP em São Carlos, explica que os modelos usam algoritmos de Inferência Bayesiana e Simulações de Monte Carlo. 'O modelo não tenta adivinhar o placar, ele calcula a força de ataque e defesa de cada time para estimar as chances', afirma. O modelo bayesiano combina dados objetivos, como ranking FIFA, com palpites de especialistas. Já o modelo de força usa apenas indicadores objetivos, como ranking Elo, histórico em Copas e valor de mercado.

Evolução do projeto

O projeto Previsão Esportiva existe desde a Copa de 2006, mas se consolidou em 2010. Louzada destaca a evolução tecnológica: 'Antes trabalhávamos com um mapa de papel; hoje temos um GPS inteligente que recalcula a rota a cada jogo'. Para a Copa de 2026, com 48 seleções, foi necessária uma recalibração total. A equipe inclui pesquisadores da UFBA, USP, UFSCar, UFRJ, UFMT e Neoma Business School (França).

Chances em tempo real

As previsões são dinâmicas: à medida que os jogos acontecem, os resultados reais são inseridos no sistema, atualizando as probabilidades. Louzada ressalta que, em Copas anteriores, o campeão sempre esteve entre os quatro favoritos do modelo. 'Acertar significa que os eventos ocorreram dentro das probabilidades previstas', conclui.

A Copa de 2026

Esta edição é a primeira disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Ao todo, 16 cidades recebem partidas, a maioria nos EUA. A competição começou em 11 de junho e promete emoções até a grande final.

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