A partida entre Portugal e Croácia, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, expôs como a tecnologia VAR criou uma nova camada de estresse no futebol: a comemoração suspensa. O lance em que um gol croata foi anulado após revisão de vídeo gerou uma montanha-russa emocional que afeta diretamente o corpo dos jogadores.
Impacto fisiológico da incerteza
Estudos em psicologia do esporte mostram que o estresse competitivo eleva os níveis de cortisol, hormônio que pode prejudicar a tomada de decisão e a coordenação motora. Durante a partida em Toronto, os jogadores croatas experimentaram uma rápida alternância entre euforia e frustração, o que, segundo especialistas, altera o desempenho físico e mental.
Estratégias de regulação emocional
Com a crescente influência do VAR, as equipes têm investido em treinamento de regulação emocional. "A capacidade de manter o foco após um gol anulado é tão importante quanto a preparação tática", afirma o psicólogo esportivo Dr. Carlos Mendes, que acompanha a seleção portuguesa. Técnicas como respiração controlada e reenquadramento cognitivo são usadas para minimizar o impacto das oscilações.
Números do estresse em campo
Dados de frequência cardíaca coletados durante a partida indicam que os jogadores croatas atingiram picos de 185 bpm após o gol anulado, comparáveis a sprints de alta intensidade. A recuperação emocional levou em média 4 minutos, tempo suficiente para alterar o ritmo do jogo.
O futuro do futebol e a tecnologia
A Copa de 2026 já registra 12 gols anulados por VAR, o que representa um aumento de 20% em relação ao torneio anterior. Isso reforça a necessidade de preparação psicológica específica para lidar com a 'comemoração suspensa', um fenômeno que veio para ficar.



