A seleção brasileira iniciou a Copa do Mundo de 2026 com uma escalação que surpreendeu pela falta de experiência. O trio formado por Igor Thiago, Ibañez e Douglas Santos soma apenas 18 partidas pela equipe principal, algo que não ocorria há quatro décadas em uma estreia de Mundial.
Igor Thiago: o centroavante de apenas quatro jogos
Igor Thiago, que marcou o segundo gol do Brasil na vitória sobre a Croácia na estreia, é o titular menos experiente desde 1986. Com apenas quatro partidas pela seleção, o atacante do Brentford assumiu a camisa 9 em um momento de renovação do ataque brasileiro.
O centroavante de 24 anos foi convocado pela primeira vez em março de 2026 e rapidamente conquistou a confiança do técnico Carlo Ancelotti. Sua presença no time titular representa uma aposta em jogadores que ainda estão se firmando no cenário internacional.
Ibañez e Douglas Santos: defesa com pouca bagagem
Na defesa, o Brasil também optou por nomes com pouca experiência. O zagueiro Ibañez, que atua na Roma, e o lateral-esquerdo Douglas Santos, do Zenit, têm sete jogos cada pela seleção. Juntos, eles formam uma linha defensiva que carece de rodagem em competições de alto nível.
Ancelotti justificou as escolhas destacando o desempenho dos atletas nos clubes e a necessidade de renovação. “Eles mostraram qualidade nos treinos e merecem a oportunidade. A experiência vem com o tempo”, afirmou o treinador italiano.
Comparação com outras Copas
Para encontrar uma estreia com menos experiência, é preciso voltar a 1986, no México. Na ocasião, o Brasil também escalou jogadores com poucas partidas, como o atacante Müller, que tinha apenas cinco jogos. Desde então, a seleção sempre contou com atletas mais consolidados em suas estreias.
Em 1994, por exemplo, Romário já era um nome consagrado. Em 2002, Ronaldo Fenômeno voltava de lesão, mas tinha vasta experiência. Já em 2018 e 2022, Neymar e companhia somavam dezenas de jogos. A atual escalação rompe com essa tradição.
Impacto no desempenho
Apesar da pouca experiência, o Brasil estreou com vitória por 2 a 0 sobre a Croácia, com gols de Vinícius Júnior e Igor Thiago. O resultado positivo ameniza as críticas, mas a comissão técnica sabe que os desafios aumentam nas fases seguintes.
Especialistas apontam que a falta de entrosamento pode ser um problema contra seleções mais experientes. No entanto, a juventude também traz energia e disposição, características que podem fazer a diferença em jogos decisivos.
A expectativa agora é para o próximo confronto, contra o Marrocos, onde o trio terá a chance de mostrar que a inexperiência não é um obstáculo para o sucesso.



