O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou duramente a decisão da entidade de anular o cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, permitindo sua participação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica. Em declaração à imprensa, Blatter questionou a imparcialidade da Fifa: 'Para onde você vai, Fifa? O futebol não pode ser refém de interesses políticos.'
Suposta interferência política
Reportagens indicam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Trump teria pressionado pela revisão da punição, que inicialmente era de três jogos. Após o contato, a Fifa reduziu a suspensão para apenas uma partida, já cumprida, liberando Balogun para o jogo decisivo. Blatter condenou a influência externa: 'Isso é inaceitável. A política não pode ditar as regras do esporte.'
Reações e consequências
A decisão gerou protestos da Uefa, que emitiu nota oficial criticando a 'falta de transparência' no processo. A Bélgica, adversária dos EUA nas oitavas, entrou com recurso formal na Fifa, alegando violação do código disciplinar. Segundo a federação belga, a anulação 'cria um precedente perigoso para a integridade das competições'. Até o momento, a Fifa não comentou as acusações de interferência política.
O caso expõe a tensão entre política e esporte em um momento em que a Copa do Mundo de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, busca projetar uma imagem de imparcialidade. Especialistas apontam que a decisão pode abalar a credibilidade da entidade máxima do futebol.



