A campanha da França na Copa do Mundo de 2026 tem se destacado por um ataque avassalador, com comparações às melhores linhas ofensivas da história do futebol deixando de ser prematuras. Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise somam juntos 11 gols e nove assistências em quatro partidas, enquanto Bradley Barcola contribuiu com dois gols e uma assistência mesmo sem ser titular absoluto. O técnico Didier Deschamps montou um sistema que ataca em ondas sucessivas, e a França já marcou 13 gols no torneio, sendo 12 deles oriundos desse quarteto.
Números históricos
O último trio a marcar mais gols em uma única Copa do Mundo foi o ataque do Brasil de 2002: Ronaldo (oito), Rivaldo (cinco) e Ronaldinho (dois), totalizando 15 gols. A França, com 13 gols em quatro jogos, se aproxima desse recorde e já entra na discussão de times como o Brasil de 1970 e a Hungria de 1954. “Quando você analisa o potencial ofensivo que temos, mesmo na história do futebol, isso é muito raro”, disse o meio-campista Aurélien Tchouameni após a vitória por 3 a 0 sobre a Suécia nas oitavas de final.
Sintonia do trio
A velocidade de Mbappé aterroriza defesas, a imprevisibilidade de Dembélé as leva ao limite e Olise se tornou o eixo criativo, com visão de jogo e passes precisos. Olise deu cinco assistências, faltando uma para igualar o recorde de Pelé na Copa de 1970 (seis). Além disso, Mbappé e Olise somam seis gols no torneio, mais do que qualquer dupla de ataque na história das Copas. Deschamps elogiou o trio: “Kylian já está nessa categoria há muito tempo, mas Michael e Ousmane também pertencem a essa elite. Eles falam a mesma língua do futebol, e tudo flui.”
Profundidade do elenco
Além dos titulares, a França conta com opções de peso no banco. Barcola marcou duas vezes mesmo dividindo minutos com Désiré Doué. Rayan Cherki oferece outra alternativa, e Jean-Philippe Mateta, artilheiro de 12 gols na Premier League, mal jogou. A lesão de Marcus Thuram, que fez 13 gols na Série A, passou despercebida. Deschamps conseguiu convencer o grupo a se dedicar também sem a bola: “O coletivo vem antes de tudo. Kylian, como capitão, é o melhor exemplo. Entendo a frustração de quem não joga, mas existe espírito de equipe. Isso por si só não ganha partidas, mas a falta dele pode fazer você perdê-las.”



