Trump liga para Infantino e suspensão de Balogun é revertida
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou diretamente para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun, que havia sido expulso em partida da Copa do Mundo 2026. A ação do governo americano mobilizou advogados e aliados para contestar a decisão da arbitragem, alegando uso inadequado do VAR.
Segundo fontes próximas à entidade, a conversa entre Trump e Infantino durou cerca de 15 minutos e resultou na anulação da punição, permitindo que Balogun atue normalmente na sequência do torneio. A decisão gerou forte reação da Bélgica, adversária dos EUA na fase de grupos, que prometeu recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Governo americano pressiona FIFA e gera controvérsia
O governo Trump não apenas usou o canal direto com Infantino, mas também acionou advogados especializados em direito esportivo para preparar uma defesa formal contra a expulsão. A medida foi vista como uma interferência política sem precedentes na história da Copa do Mundo.
"É inaceitável que um chefe de Estado interfira em decisões disciplinares da FIFA", afirmou o porta-voz da federação belga, Stefan Van Loock. "Vamos levar o caso às instâncias superiores para garantir a imparcialidade do torneio."
Relação Trump-Infantino levanta suspeitas sobre neutralidade
A ligação de Trump a Infantino reacendeu críticas sobre a proximidade entre o dirigente máximo do futebol mundial e líderes políticos. Infantino já havia sido fotografado ao lado de Trump em dezembro de 2025, quando recebeu o recém-criado Prêmio da Paz da FIFA das mãos do presidente americano.
Especialistas apontam que a decisão da FIFA pode abrir precedente perigoso. "Se um presidente pode anular uma suspensão com um telefonema, a credibilidade do futebol fica comprometida", disse o analista esportivo Carlos Mendes. A Bélgica já anunciou que formalizará protesto junto ao Comitê de Ética da FIFA.
A situação ocorre em meio a debates sobre o uso do VAR no torneio. Balogun foi expulso após revisão de um lance polêmico, mas a federação americana argumentou que não houve clara evidência de falta grave. Com a reversão, o atacante poderá enfrentar a Bélgica na próxima rodada, aumentando a tensão diplomática entre os países.



