Um grupo de mulheres divertiu a internet com uma versão feminina do clássico sertanejo "Que Pescar que Nada", durante uma pescaria às margens do Rio Araguaia, na região de Bandeirantes, em Nova Crixás, norte de Goiás. O vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra Eliane Braz, de Luziânia (GO), liderando a letra adaptada, que troca as reclamações sobre a ausência dos maridos por versos sobre liberdade, farra entre amigas e a expectativa de fisgar um "peixe barbado".
Projeto Damas da Pesca
O projeto "Damas da Pesca", que hoje conta com 30 mulheres, foi idealizado pelas pescadoras Tereza Gondinho e Danielle Bernardes. A iniciativa surgiu no ano passado, após uma pescaria entre quatro amigas despertar o interesse de outras mulheres que desejavam ingressar no esporte. Ao g1, Danielle explicou que a primeira edição oficial ocorreu em setembro de 2025. Desde então, o grupo cresceu e passou a atrair participantes de outros estados, como Minas Gerais, unindo desde veteranas em busca de grandes exemplares de piraíba e pirarara até iniciantes que nunca haviam segurado uma vara de pesca. As edições deste ano aconteceram em abril e maio.
Letra da versão feminina
Confira um trecho da música adaptada pelo grupo: "Eu vou avisar meu marido que a festa é boa e bem comportada. Não tem nenhum gavião, nenhum ricardão na minha fechada". E continua: "Se o meu marido vai para farra, ele fecha a cara e não quer deixar. O jeito que eu tenho agora é fazer moqueca pra farrear". A letra ainda brinca: "Moqueca que nada, vou fazer pirão. Vou jogar a rede, meu molinete até arrastão". E finaliza: "Moqueca que nada, chega de pintado. Vou me dar bem, hoje eu vou pegar um peixe barbado".
Próxima pescaria em setembro de 2026
Danielle informou que a próxima pescaria está marcada para o período de 23 a 27 de setembro de 2026, e o grupo já conta com 30 participantes. O valor do investimento é de R$ 4 mil, incluindo hospedagem, guia, três dias inteiros de pesca, café da manhã, almoço e jantar. O valor não inclui bebida alcoólica, petiscos e transporte. "É muito importante para nós ver as mulheres na pescaria. Um lugar que não era tão comum e está crescendo o número de pescadoras. E elas voltam encantadas da pescaria, querendo pescar outras vezes, é uma experiência muito boa mesmo", afirmou Danielle.
Estrutura e apoio de guias
Danielle destacou que o grupo conta com guias especializados para auxiliar as participantes, especialmente as iniciantes. "É um grupo de pescadoras que gostam realmente de pescar, a gente fecha os guias, tem mulheres que nunca pescaram que foram com a gente. Porque as varas de piraíba são maiores, os guias auxiliam. E a gente escolheu a região de Bandeirantes por gostar muito de lá, conhecer os guias também e ser uma região que pega muito peixe", contou.



