A 6ª noite da Festa do Peão de Americana 2026 foi marcada pela estreia de Natanzinho Lima, que subiu ao palco por volta das 5h30 deste domingo (14). Apesar do horário, a arena estava lotada, e o público aguardava ansiosamente pelo show. Com seu característico chapéu cata-ovo, o cantor iniciou a apresentação com uma fusão de sertanejo e brega, interpretando “Sonho de Amor”, de Zezé Di Camargo e Luciano, em ritmo nordestino.
“Vou começar tirando o chapéu pra vocês que esperaram até agora. É minha primeira vez aqui em Americana e eu 'tava' numa ansiedade tão grande 'pra' subir aqui no palco”, disse ao público. Ele já avisou que não é de muita conversa: “Já vou avisar que eu não sou muito de conversar no palco, eu gosto de uma atrás da outra. Vocês vão ver o melhor show de brega da vida”, garantiu. Em outro momento, brincou: “Aqui é muita música e pouca conversa, se não corta a língua”.
Setlist variado e versões brega
A escolha do repertório casou com a estreia. “Cinco da manhã e eu aqui”, disse ao puxar a parceria de Raí Saia Rodada com João Gomes, “5 da manhã”. Entre covers e músicas autorais, o cantor provou que o brega chega a todos os lugares e abrange vários ritmos. Transformou sertanejo em brega com “Alô, Fala Comigo”, de Léo Magalhães, “Chuva de Arroz” e “Te Esperando”, do Luan Santana, e “O que Falta em Mim é Você”, de Marília Mendonça, que apareceu sendo homenageada no telão. Também houve versões de “Malandragem”, de Cássia Eller, e “A Noite”, sucesso na voz de Tiê e depois de Gusttavo Lima.
Natanzinho ganhou um chapéu de uma fã. “Guarda esse pra mim na bolsa, que é o chapeuzinho da dona Ruth”, pediu a um integrante da equipe. Foi o primeiro de vários chapéus jogados no palco ao longo do show, a maioria para ser autografada.
Taylor Swift e forró no brega
Teve também “Ao Vivo e a Cores”, de Anitta e Matheus e Cauã, e Taylor Swift — afinal, o cantor gravou “Sina de Ofélia”, versão brasileira de “The Fate of Ophelia”, música feita inicialmente por IA que viralizou no fim de 2025. O forró virou brega com “Novo Namorado”, do Aviões de Forró, dedicada às mulheres. “Essa é pra todas as mulheres que se valorizam, que deram a volta por cima. Se ainda não deu, vai dar hoje”, falou. Entre as autorais, “Vagabundo Apaixonado” e “Me Apaixonei Nessa Morena” marcaram presença.
Homenagem aos caminhoneiros
Natanzinho tirou o chapéu novamente em “Voando Baixo”, também autoral. A música conta a história de um caminhoneiro que acelera para chegar em casa e encontrar o amor. “Essa é a única música que eu canto sem meu chapéu, vou até pedir licença pra falar no meu show, que eu não sou muito de falar”, explicou. Ele revelou que a faixa é uma homenagem ao avô, o “pai do fiote”, que era caminhoneiro. “Todo show eu vou falar dos caminhoneiros, a galera que leva o Brasil nas costas”, afirmou.



