Cachaça: da cana ao copo, entenda os segredos da bebida brasileira
Cachaça: da cana ao copo, entenda os segredos

Basta provar diferentes rótulos para perceber que nem toda cachaça é igual. Aroma, sabor, processo de produção e tempo de maturação influenciam diretamente no resultado que chega ao copo. Para descobrir como a cana-de-açúcar se transforma nessa bebida tão brasileira, o Paladar conversou com o especialista Maurício Maia.

Afinal, do que é feita a cachaça?

Para ser considerada cachaça de verdade, a bebida precisa ser fabricada em território nacional, sendo um produto autenticado do nosso país, e possuir um teor alcoólico que varia entre 38% e 48%. Segundo Maurício, a única matéria-prima permitida é a cana-de-açúcar, especificamente o seu caldo recém-espremido. Essa base pura é o que garante o sabor característico que define a identidade do destilado brasileiro.

Os métodos de produção

Existem dois caminhos principais para transformar o caldo de cana em bebida. A produção industrial utiliza colunas de destilação ou alambiques de cobre em grandes fábricas para gerar volumes maiores. Já a ‘Cachaça de Alambique’ é feita exclusivamente em alambiques de cobre, seguindo um processo mais artesanal e controlado.

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Depois de pronta, a cachaça pode ser classificada pelo tempo que descansa. A versão branca ou prata é aquela que não passa por barris de madeira ou fica em barris que não soltam cor nem cheiro, de madeira já desgastada. Já a cachaça armazenada é aquela que passa por barris por menos de um ano ou em recipientes com mais de 700 litros. Quando falamos em cachaça envelhecida, pelo menos metade do líquido deve ter ficado um ano em barris de até 700 litros, enquanto a categoria premium exige que toda a bebida tenha descansado por esse período, e a extra premium estende esse prazo para pelo menos três anos de maturação.

Como reconhecer uma cachaça de qualidade?

Para saber se você está diante de uma boa bebida, o primeiro passo é observar se ela é límpida e cristalina. O cheiro também revela muito: o álcool não deve ser o aroma principal, e você deve sentir o perfume da cana ou, no caso das envelhecidas, notas de baunilha, caramelo e especiarias como canela e cravo. Por fim, uma cachaça de qualidade deve ser suave na boca e fácil de engolir, sem agredir a garganta.

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