O mundo cor-de-rosa invadiu os gramados da Copa do Mundo e agora chega aos pés dos fashionistas. O fenômeno da chuteira rosa não nasceu de uma regra da FIFA nem de um combinado entre atletas, mas sim de uma estratégia instagramável que destaca os pés dos jogadores em contraste com o verde do gramado. Ao longo do torneio, quem assistir a todos os jogos verá 200 horas de imagens de pés cor-de-rosa em 39 dias. Para aproveitar a onda, 14 marcas de luxo já disponibilizam calçados nessa cor aos consumidores em 2026.
Do campo para a moda: o rosa como tendência
Os sneakers, termo da moda para os tênis, vêm em uma paleta com dezenas de tons de rosa para agradar a todos os gostos. Diversos pares seguem a estética bailarina, ultrafeminina, como o tênis Plume, da Miu Miu, de cetim e com ponta arredondada. Com a mesma proposta, surgem também o Flex, da Gucci, com sola mínima e flexível, e o Nike Moon Shoe, uma colaboração da gigante esportiva com a francesa Jacquemus, que vem em um tom chamado Blush Pink, também com solado bem fino e cabedal franzido e enrugado. No Brasil, este modelo está disponível exclusivamente na multimarcas LK Sneakers.
Bottega Veneta e Dior também têm modelos que seguem essa linha. O Dior Cœur lembra uma sapatilha de ponta e ainda vem em cetim.
Clássicos esportivos repaginados em rosa
Mas há também modelos clássicos de marcas esportivas. A New Balance, já conhecida por tênis com visual dos anos 1990, incluiu versões puxadas para o rosa na cartela de cores do New Balance 530 — um dos tênis do momento. E não poderiam faltar os modelos com sola intermediária e pegada skatista. É o caso do Leather and Check Terrace, da Burberry; do Stretch low-top, da Gucci; e do Upvillage Crosta, da Valentino, disponível em dois tons diferentes de rosa.
Alguns tênis que foram febre nos últimos anos, como o Samba e o Tokyo, da Adidas, além de modelos que vêm conquistando cada vez mais adeptos, como o Speedcat, da Puma, agora aparecem reeditados no tom da temporada. Ainda vale mencionar o modelo da Y-3, marca nascida da parceria entre Adidas e o estilista japonês Yohji Yamamoto. O tênis Itogo traz as faixas em formato de X características do slip-on, modelo já conhecido da marca esportiva. Diferentemente dos itens mencionados até aqui, ele apresenta uma sola mais aparente, flexível e clara, contrastando com o rosa queimado.
Chunky e alternativo: o rosa dos anos 1990
Outras marcas buscam um visual mais chunky e alternativo, com solas grossas e tons vibrantes — uma piscadela para os anos 1990. É o caso da Dolce & Gabbana, com os modelos DG Country Road e Day Faster; da Hermès, com o Impulse; e da Balenciaga, com o Triple S.2. Até marcas-conceito, como a francesa Maison Margiela, entraram na febre e, em colaboração com a marca de alta performance Salomon, deram origem a um tênis com solado chunky, cordão no lugar dos cadarços e um tom de rosa puxado para o salmão.
E, falando em parcerias, a coleção da Moncler com Rick Owens levou à criação de um calçado com sola grossa e impressão de espinhos, além de uma confusão proposital de cadarços. O modelo está disponível em três cores: preto, chumbo e rosa.



