Morre o poeta, crítico e tradutor Alexei Bueno, aos 63 anos
Morre o poeta Alexei Bueno, aos 63 anos

O poeta, crítico literário e tradutor Alexei Bueno morreu na noite desta sexta-feira, 27 de junho de 2026, no Rio de Janeiro, aos 63 anos. A informação foi confirmada pela família, que não divulgou a causa da morte. Considerado um dos grandes nomes da poesia brasileira contemporânea, Bueno deixa uma obra marcada pela erudição, pelo rigor formal e pela influência do neoclassicismo.

Trajetória literária e obras principais

Alexei Bueno nasceu em 1963, no Rio de Janeiro, e publicou seu primeiro livro de poemas, “A poesia de Alexei Bueno”, em 1982. Ao longo da carreira, lançou mais de 20 títulos, entre poesia, ensaios e traduções. Entre suas obras mais aclamadas estão “A noite do homem” (1990), “Os jardins” (1997) e “O livro dos homens” (2004). Sua poesia é conhecida pela métrica precisa, pelo vocabulário erudito e pela temática que transita entre o lírico e o filosófico.

Além de poeta, Bueno foi um respeitado crítico literário, colaborando com veículos como O Globo, Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo. Como tradutor, verteu para o português obras de autores como Shakespeare, Dante e Rilke, sempre com destaque para a fidelidade ao texto original e a qualidade estética.

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Reconhecimento e legado

Em 2015, Alexei Bueno foi eleito para a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo o escritor João Ubaldo Ribeiro. Em seu discurso de posse, defendeu a tradição clássica na literatura e a importância da poesia como forma de conhecimento. “A poesia não é um adorno, é uma forma de pensar”, afirmou na ocasião.

O presidente da ABL, Marco Lucchesi, lamentou a morte do poeta: “Alexei Bueno foi um dos mais importantes poetas de sua geração. Sua obra, de grande densidade intelectual, permanecerá como referência para as futuras gerações. Perdemos um mestre da palavra.”

Repercussão e homenagens

Nas redes sociais, escritores, críticos e leitores prestaram homenagens a Alexei Bueno. O poeta e ensaísta Antonio Carlos Secchin destacou: “Alexei era um artesão do verso, um homem que dedicou a vida à literatura com paixão e rigor. Sua partida deixa uma lacuna imensa na cultura brasileira.”

A Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro também emitiu nota de pesar, classificando Bueno como “um dos maiores expoentes da poesia brasileira contemporânea”. O velório será realizado no próximo domingo, 29 de junho, no salão nobre da Academia Brasileira de Letras, no centro do Rio, das 10h às 15h.

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