O filme "Supergirl" estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25), exatamente um ano após o lançamento de "Superman". A produção tem como objetivo principal consolidar o DCU, o universo cinematográfico da DC Comics liderado por James Gunn e Peter Safran. A heroína, interpretada por Milly Alcock, já havia aparecido rapidamente no filme do Superman, mas agora assume o centro das atenções. Enquanto Superman (David Corenswet) atua como coadjuvante, Kara, sua prima irônica e debochada, é a estrela principal, com todos os holofotes voltados para ela.
Milly Alcock: identificação com a heroína
Em entrevista ao g1, Milly Alcock, que ganhou destaque na primeira temporada de "A Casa do Dragão", da HBO, brincou sobre as semelhanças com a heroína. "Tudo!", disse a atriz rindo, antes de destacar as diferenças. "Eu não tenho poderes, eu fico com a pior parte. Sou uma garota de um Sol vermelho", afirmou, referindo-se ao fato de que Kara perde seus superpoderes em planetas onde o Sol não é amarelo como o do nosso sistema solar.
Em tom mais sério, a australiana revelou que interpretar Kara foi um processo catártico. "Há algo realmente bonito nela de ser essa heroína meio bagunçada. Isso me deu uma certa coragem de sentir que eu posso me salvar um pouco, sabe?", afirmou Alcock. Ela também comentou sobre a responsabilidade de estrelar seu primeiro blockbuster aos 26 anos e disse que prefere viver um dia de cada vez neste momento da carreira.
Reação à campanha de lançamento
Questionada sobre como se sente ao ver seu rosto em toda a campanha de lançamento, Milly foi irônica: "Estou muito cansada de ver minha cara. E eu faço isso pelo resto da minha vida. Vocês só a estão vendo há cerca de um mês", declarou. Apesar disso, ela afirma estar pronta para o desafio de alcançar o mesmo sucesso que Superman. "É uma honra e um privilégio e tem sido uma experiência de aprendizado".
Diretor Craig Gillespie: novato no universo de super-heróis
Assim como Milly Alcock, o diretor Craig Gillespie não conhecia o universo dos super-heróis quando aceitou dirigir "Supergirl". O cineasta, também australiano, já tinha experiência com protagonistas femininas fortes em filmes como "Eu, Tonya" (2017) e "Cruella" (2021). Isso o ajudou a assumir o novo projeto, que pode ser visto como parte de uma trilogia. "Definitivamente, há um tema em comum com pessoas excluídas, tentando se encontrar e sendo incompreendidas, de uma certa forma", disse o diretor ao g1.
Gillespie destacou que o roteiro foi o principal motivador. "Eu queria entrar no mundo dos super-heróis, mas precisava encontrar algo que tivesse tanto caráter, substância e coração nessa personagem. E estava muito animado para receber esse roteiro." Ele também elogiou Milly Alcock: "Foi um presente enorme saber que Milly iria interpretar esse papel. Ela superou minhas expectativas. Eu sabia que ela seria brilhante. Mas quando ela chegou ao set e a vimos explorar a personagem, experimentar coisas e trazer sua personalidade... É como se eu não pudesse estar mais animado de ir ao set todo dia".
Roteirista Ana Nogueira: da atuação à escrita
O roteiro de "Supergirl" é assinado por Ana Nogueira, que se baseou na graphic novel "Supergirl: Mulher do Amanhã", escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely. Atriz de séries como "Diários de um Vampiro" e "Lista Negra", ela contou ao g1 sobre a transição para a escrita. "Aconteceu muito rápido. Eu fui para uma escola de teatro e, enquanto atuava, aprendi muito sobre história, diálogo e enredo. Tudo enquanto atuava, que é a melhor educação que você pode ter na escrita. Pra mim, tudo começa do mesmo lugar, que é o personagem, de onde ele vem e do que precisa", afirmou.
Nogueira disse que James Gunn a deixou livre para escrever. "James, realmente, me deixou à vontade. Eu só disse a ele o que eu faria com a história. A partir daí, ele e eu nos demos bem. Claro que ele me deu alguns toques importantes, mas senti que ele confiava em mim com a minha história." Além de "Supergirl", ela é responsável pelos roteiros dos novos filmes da Mulher-Maravilha e dos Jovens Titãs. "Eu amo esses personagens. Eu adoro o tom das histórias dos Jovens Titãs. É muito divertido e irreverente. E por isso estou bastante animada", declarou.
Inclusão de Lobo e torcida pelo Brasil
Uma das grandes mudanças em relação à graphic novel foi a inclusão do personagem Lobo, interpretado por Jason Momoa. Ana Nogueira admitiu que foi algo intimidador. "Ele (Lobo) é tão icônico e eu tinha um pouco de medo de ser a pessoa que pôs o Lobo na tela. Mas aí, quando descobri como ele poderia ser integrado na história, percebi que não conseguiria imaginá-la sem ele", afirmou.
No final da entrevista, Nogueira, que é filha de um brasileiro, disse que torceria pelo Brasil na Copa do Mundo. "Ele me ensinou bem", concluiu.



