Tadáskía, artista visual carioca, negra e trans, alcançou um marco histórico ao expor no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e ser incluída na prestigiada lista TIME100Next, que reconhece jovens líderes emergentes. Natural do bairro de Santíssimo, na zona oeste do Rio de Janeiro, ela construiu uma carreira que desafia as estruturas tradicionais do mundo da arte.
Trajetória e reconhecimento internacional
A artista, ex-aluna de escola pública, começou a se destacar no cenário nacional com sua participação na Bienal de São Paulo, onde apresentou uma instalação que mesclava desenhos, textos e objetos. Sua obra, marcada por uma estética que transita entre o abstrato e o figurativo, reflete sua vivência como mulher trans e negra na periferia carioca. Em 2024, Tadáskía foi convidada a expor no MoMA, tornando-se uma das poucas artistas brasileiras a ocupar aquele espaço. A inclusão na TIME100Next, divulgada em 2025, consolidou seu nome entre as personalidades mais influentes da nova geração.
Arte como extensão da vida
Para Tadáskía, a arte não é separada da vida. Em suas palavras, "minha obra é o que defendo na vida: liberdade, existência e resistência". Criada em um lar evangélico, ela enfrentou desafios desde cedo para afirmar sua identidade. Hoje, utiliza sua plataforma para discutir questões de gênero, raça e classe. A artista também atua como educadora, ministrando oficinas em comunidades periféricas. "A arte pode transformar realidades", afirma Tadáskía, que vê na educação uma ferramenta de empoderamento.
Impacto e legado
A presença de Tadáskía no MoMA e na TIME100Next representa um avanço na representatividade dentro do circuito artístico global. Dados do próprio museu indicam que menos de 5% dos artistas expostos são brasileiros, e a parcela de artistas trans é ainda menor. Sua trajetória inspira jovens periféricos a buscarem espaços antes inacessíveis. O curador do MoMA, em entrevista, destacou que "Tadáskía traz uma perspectiva única, necessária para o diálogo contemporâneo".
Próximos passos
Atualmente, Tadáskía prepara uma nova exposição individual para 2026, em São Paulo, e colabora com um projeto audiovisual sobre arte e identidade. Seu trabalho continua a romper barreiras, mostrando que a arte periférica tem lugar de destaque no cenário mundial.



