Amazan relembra infância na roça e início no forró em especial de São João
Amazan relembra infância na roça e início no forró

O cantor paraibano Amazan relembrou a infância de trabalho na roça e o início da carreira na música durante o especial de São João 2026 do quadro "Dedinho de Prosa", da TV Cabo Branco. Nascido em Campina Grande e criado em Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte, o artista detalhou as dificuldades financeiras que enfrentou ao lado da mãe e como o forró transformou a sua trajetória.

O músico começou a trabalhar aos sete anos para ajudar em casa, atuando na colheita de algodão e na venda de lenha e água. O nome artístico, inspirado em um personagem do livro "A Princesa da Babilônia", foi rejeitado pelo cartório quando ele foi registrado, somente aos 15 anos. O funcionário do local o registrou apenas como José Silva, mas o apelido "Amazan" permaneceu até os dias atuais, com o sucesso do cantor no Nordeste e também no país.

Primeira sanfona

O contato de Amazan com o acordeon, um dos instrumentos musicais mais utilizados no forró, ocorreu ainda na adolescência, quando um primo levou o instrumento para a casa da família. A mãe de Amazan, percebendo que o filho praticava escondido e já demonstrava talento, propôs trocar um rádio pela sanfona para que o jovem pudesse ficar com ela.

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"Aí eu digo que ela também serviu pra eu tocar, pra eu fazer forró, mas também serviu pra eu aprender a consertar, que ela dava muitos problemas. E como não tinha oficinas de concerto de acordeon, nem nada, eu que tinha que me virar", relatou o cantor Amazan. Essa experiência, segundo ele, o encaminhou para abrir uma fábrica de sanfonas anos depois.

Início da carreira

Aos 19 anos, já casado e com filhos, Amazan retornou a Campina Grande para trabalhar como pedreiro. Nos finais de semana, ele levava seus instrumentos para um bar local, onde começou a chamar a atenção do público cantando coco e fazendo improvisos durante os intervalos de um grupo de pagode.

A transição definitiva para a carreira artística ocorreu após a participação em um festival de música no Teatro Municipal de Campina, que rendeu alguns desdobramentos para a carreira. O cantor se classificou no festival e chamou a atenção de produtores locais. No camarim do evento, foi abordado pelo presidente de um grupo cultural que buscava um sanfoneiro. Depois de aceitar a oferta, ele ingressou no grupo "Tropeiros da Borborema". Conforme o cantor, isso marcou a carreira dele, definindo este momento como a "salvação artística".

Homenagem à mãe

Emocionado, o cantor aproveitou a entrevista para homenagear a mãe, que o criou sozinha em meio a privações. "Minha mãe foi meu pai e minha mãe, que viveu do suor do próprio rosto e me ensinou assim a viver. Eu sei que enquanto minha mãe for viva, a reza dela funciona", disse o artista.

Agora no g1 São João 2026 em Campina Grande, a dupla sertaneja Henrique e Juliano é a principal atração deste sábado (6) no palco do Parque do Povo, no São João 2026 de Campina Grande. Outro destaque do dia é a cantora Walkyria Santos. O São João de Campina Grande recebeu o título de maior festa junina do país, concedido pelo Instituto Ranking Brasil em julho de 2022. Para o instituto, os números da festa são impressionantes, o que a consolidou como a maior do país.

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