Sindipetro pressiona Petrobras por promessas não cumpridas após greve de 2025
Sindipetro pressiona Petrobras por promessas não cumpridas

Petroleiros realizaram, na manhã desta sexta-feira (26), um protesto no Heliporto do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, para cobrar da Petrobras o cumprimento de compromissos assumidos durante as negociações que encerraram a greve nacional da categoria, em dezembro de 2025. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e faz parte de uma mobilização nacional convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Nesta semana, manifestações semelhantes ocorreram em refinarias, terminais e outras unidades da Petrobras em diferentes estados.

Seis meses sem avanços

Segundo o sindicato, passados cerca de seis meses desde o fim da greve, ainda não houve avanços em pautas consideradas prioritárias pela categoria. Entre as reivindicações estão o início das negociações para um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCAC), a definição de regras para futuras Participações nos Lucros e Resultados (PLR) e o andamento das discussões sobre os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros.

De acordo com o coordenador-geral do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, a demora da Petrobras em dar continuidade às negociações tem aumentado a insatisfação entre os trabalhadores. "Os compromissos foram assumidos pela Petrobras durante as negociações que encerraram a greve nacional de 2025, mas, passados vários meses, seguem sem cronograma concreto de negociação", afirmou.

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Reivindicações trabalhistas

Para o sindicato, a revisão do plano de cargos é necessária para corrigir distorções e valorizar os trabalhadores. A entidade também defende a regulamentação da PLR para dar mais previsibilidade às negociações futuras e cobra uma solução para os déficits da Petros, que, segundo o sindicato, afetam aposentados, pensionistas e participantes da fundação com descontos extraordinários há anos.

Além das reivindicações trabalhistas, os atos desta semana também reforçam a campanha "Reestatiza Brasil", defendida pela FUP e por movimentos sociais, em favor da retomada de ativos estratégicos privatizados nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Mobilização nacional

No Norte Fluminense, a participação no calendário nacional de mobilizações foi aprovada pela categoria em assembleias realizadas na semana passada. Segundo o Sindipetro-NF, o movimento busca pressionar a Petrobras a cumprir integralmente o acordo firmado após a greve de 2025, sob o lema "Acordo é para ser cumprido".

Em nota, a Petrobras informou que está apurando as reivindicações apresentadas pelo Sindipetro-NF e o andamento das negociações relacionadas ao acordo firmado após a greve nacional de 2025. Segundo a empresa, um posicionamento será encaminhado assim que a análise for concluída.

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