A Vale, uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo, reportou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo crescimento no volume de vendas e pela elevação dos preços de seus principais produtos.
O lucro ficou ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam US$ 2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG. A empresa registrou Ebitda ajustado de US$ 3,83 bilhões, alta de 23% ante o ano anterior, com o volume de vendas de minério de ferro no trimestre atingindo o maior patamar para o período desde 2018.
A receita líquida de vendas avançou 14%, para US$ 9,26 bilhões, também beneficiada pelo aumento nos volumes vendidos de níquel e cobre. A Vale destacou recordes de produção em múltiplos ativos, como a operação S11D, no Pará, que teve a maior produção de minério de ferro para um primeiro trimestre.
O custo caixa C1 do minério de ferro subiu 12% na comparação anual, para US$ 23,6 por tonelada, impactado pela apreciação do real frente ao dólar. Os custos all-in ficaram em US$ 55,4 por tonelada, alta de 8% ano contra ano. Na Vale Metais Básicos, a empresa colheu resultados de otimização de ativos, com maior produção e menores custos.
A dívida líquida expandida chegou a US$ 17,8 bilhões, aumento de US$ 2,2 bilhões ante o trimestre anterior, influenciada pelo pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 813 milhões, alta de US$ 309 milhões na comparação anual.
Os investimentos totalizaram US$ 1,09 bilhão no trimestre, queda de 7% ante o ano anterior, mas em linha com a projeção anual de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026. A construção do projeto Serra Sul +20, de minério de ferro, atingiu 86% de execução física, com entrada em operação prevista para o segundo semestre de 2026.



